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Bruna Linzmeyer fala sobre a relação entre mulheres e que as lésbicas deveriam ter mais espaço

“Me sinto mais valorizada quando estou com uma mulher”

Cíntia LimaColunista do EM OFF

Bruna Linzmeyer que acabou de viver Madeleine na primeira fase de Pantanal, tem 29 anos e em entrevista fala dos pelos que ela deixa crescer, da careca, fé, relação entre mulheres e que as lésbicas deveriam ter mais espaço.

Em destaque desde 2010, Bruna causa diferentes reações no público, ora meiga, ora provocativa. Suas características se complementam, bela, selvagem, delicada, exótica, fora dos padrões, autêntica, atrevida e muito talentosa.

Em entrevista para “Glamour Brasil” a atriz sabe que está sujeita a constantes julgamentos e nem por isso abre mão de suas convicções, desejos e postura diante da sociedade que está claramente despreparada para o que foge dos padrões. “Se eu estivesse morando em Corupá, com seus 15 mil habitantes, em um círculo de 50 pessoas, ainda comentariam se eu estou careca, se estou com pelos. O que eu vivo é só uma coisa exponencialmente distópica, mas essa é a vida de qualquer mulher. Todas temos nossos corpos regulados. Somos criticadas e analisadas o tempo inteiro, todo mundo acha que tem o direito de falar sobre nossos corpos e nossas ações”.

A atriz também fala da relação entre mulheres: “Me sinto mais valorizada, me faz uma pessoa mais tranquila, mais engraçada, mais inteligente. Eu gosto de quem eu sou com as mulheres, não só com a Marta. Mas entre amigas, ex-namoradas, ou com a comunidade sapatão mesmo. Faz muito sentido para mim quando estamos juntas”.

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Entre vários outros assuntos, Bruna também destaca que a discussão sobre gêneros está em alta, mas mesmo na comunidade LGBTQIA+, existe a invisibilidade lésbica. “Acho que quando a gente pensa em ter mais mulheres lésbicas em todos os espaços de poder, isso altera como as coisas caminham. Se tem uma sapatão, que vai aprovar o edital do seu projeto de cinema, ela vai olhar de uma outra perspectiva para um projeto lésbico, por exemplo, de uma forma que uma pessoa hétero talvez não consiga vislumbrar. Nós precisamos estar nesses espaços gerando e construindo narrativas, resgatando as nossas memórias”.