Em construção

João Gordo abre o jogo: “Estou tentando me tornar uma pessoa melhor”

"Acho que sou muito mais querido do que odiado"

Cíntia Lima
Colunista do EM OFF

João Gordo e todas as suas nuances. Polêmico, querido e odiado, incompreendido e algumas vezes além do tom. João Gordo abre o jogo e declara: “Estou tentando me tornar uma pessoa melhor”.

A fragilidade em relação a sua saúde, exposta na rede social, desencadeou uma avalanche de carinho ao músico e apresentador. A foto em que aparece fazendo nebulização com um oximetro no dedo chamou a atenção de todos.

Em entrevista ao O Globo, João é verdadeiro e transparente: “Acho que eu sou muito mais querido do que odiado. Fico feliz de o pessoal se preocupar comigo, mas não é para todo mundo ficar passando a mão na cabeça do gordinho, para ficar com dó de mim. Tudo isso aconteceu é porque eu sou um retardado!”

O cantor parou de fumar há dois anos e há três, foi diagnosticado com uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Vive uma rotina de inalações de corticoides e de ingestão de antibióticos.

“Fiquei quatro meses na UTI, foram seis internações. Eu já estava na pandemia antes de todo mundo. Estou bem e tal, mas se eu ando até a esquina já estou morrendo. Agora no inverno fui fazer uns shows no Sul, voltei gripadão e comecei a sentir falta de ar de novo”.

João luta contra a obesidade desde criança, já passou pela cirurgia de redução de estômago e outras ações cirúrgicas, no entanto, mesmo tendo emagrecido 10 quilos, chegou a engordar tudo de novo. Ao relembrar do passado, do excessivo uso de drogas e das amizades verdadeiras, João tem orgulho da sua história, porém, lamenta ter participado de programas como “Fundão MTV” e “Gordo Freak Show”.

“Esse tinha umas torturas… mas quando as bandas gringas vinham ao Brasil, eu levava ao programa. Aquele Gordo hoje é diferente, os tempos mudaram. Estou tentando sempre me tornar uma pessoa melhor. Há uns 20 anos, eu era um bolsominion! Eu era escroto, homofóbico… Hoje sou um ser humano em construção e um filho da puta em desconstrução.”