ExclusivoPerícia confirma: fã que processou Anitta e Netflix, assinou a autorização

Maria Ilza de Azevedo faltou com a verdade, e perícia comprova que sua assinatura no documento de autorização é autêntica

Cíntia Lima
Colunista do EM OFF

Perícia Grafotécnica que analisava a assinatura de Maria Ilza de Azevedo, idosa que processou Anitta e a Netflix por alegar que foi exposta sem sua autorização no documentário ‘Anitta – Made In Honório’, mentiu. Perícia feita e analisada minuciosamente em laudo de 34 páginas, comprova que a idosa assinou a autorização. A assinatura no documento é autêntica. Esta perícia foi solicitada pelo juiz da ação movida pela senhora em questão. 

A coleta de padrões caligráficos foi realizada no dia 24.5.2022 no escritório profissional da Perita, localizado no Rio de Janeiro. Se fizeram presentes e assistiram à diligência as seguintes pessoas:

A autora, Sra. Maria Ilza de Azevedo; O advogado da autora, Dr. Gabriel de Paula Ferreira, a assistente Técnica, a advogada da Ré Netflix, a assistente técnica da ré Netflix, a advogada da ré Conspiração filmes, a assistente técnica da ré Conspiração Filmes. A ré Larissa de Macedo Machado (Anitta), não compareceu ao ato, nem se fez representar por advogado ou assistente técnico.

A perícia tem por objetivo a verificação de autenticidade, ou não, da assinatura em documento da Sra. Maria Ilza De Azevedo, autorizando uso de imagem, nome e voz, visto, inicialmente, por cópia digitalizada e entregue em original no dia da coleta de assinaturas. 

Para a verificação da autoria de assinatura, foram utilizados paradigmas que satisfizeram os quatro requisitos básicos: quantidade, adequabilidade, coetaneidade e autenticidade. O aspecto geral da escrita, qualidade da linha, disposição espacial, caixa caligráfica, calibre, direção, inclinação axial, proporções, espaçamentos, valores angulares e curvilíneos dos elementos cinéticos (ataques e remates, desenvolvimento gráfico, composição, dimensões, gestos tipos, mínimos gráficos, abertura e fechamento de ovais, traços ornamentais, etc.) e dos elementos dinâmicos (pressão, progressão e espontaneidade).

Diante de todas as análises, segue a conclusão do laudo:

Respeitando e considerando as Quatro Leis do Grafismo, que têm como princípio fundamental que “a escrita é individual e inconfundível, e suas leis independem do alfabeto utilizado para a sua produção”, passa essa Perita à conclusão do presente Laudo.

Considerando que dentre as assinaturas contemporâneas foram encontrados hábitos gráficos incomuns, característicos do punho escritor da Autora, sendo tais hábitos gráficos convergentes àqueles encontrados na firma questionada, sobretudo quanto à espontaneidade e elementos técnicos de apoio, esta signatária CONCLUI que a firma (assinatura) constante no documento questionado É AUTÊNTICA, tendo sido promanada do punho escritor da Sra. MARIA ILZA DE AZEVEDO, posto que reproduzem seus caracteres gráficos personalíssimos.

O Laudo é claro e conclusivo, Maria Ilza de Azevedo autorizou sua participação no documentário ‘Anitta – Made In Honório’, exibido pela Netflix.  Diante deste fato, o juiz muito provavelmente dará por encerrado o processo e Maria Ilza de Azevedo deve arcar com as custas dos advogados de Anitta e da Netflix. 

Maria Ilza de Azevedo, alegou na época da veiculação do documentário (2020), que não teria autorizado a utilização de sua imagem e que a situação havia gerado profundo constrangimento.