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EXCLUSIVO Sem plano de saúde, filhas de Gugu conseguem mesada na justiça

Herança de Gugu gira em torno de R$ 1 bilhão de reais

Cíntia LimaColunista do EM OFF

A morte trágica de Gugu Liberato em 2019 desencadeou uma batalha judicial pela herança. Houve ruptura na família e muita exposição. Esta coluna teve acesso com exclusividade a mais um capítulo dessa história. Aos 18 anos e sem plano de saúde nos EUA, as filhas de Gugu ganham direito a mesada na Justiça.

Marina e Sofia moram no EUA, terminaram o ensino médio, cortaram relações com a tia Aparecida Liberato, inventariante do processo e conseguiram a emancipação quando ainda eram menores de idade. Hoje as gêmeas de Gugu são representadas pelo mesmo advogado da mãe, Nelson Wilians.

A fortuna deixada por Gugu Liberato gira em torno de R$ 1 bilhão e as gêmeas, assim como João Augusto têm direito a maior parte, pois são como herdeiros necessários. Fora os três, mais cinco sobrinhos de Gugu terão direito a uma parte menor. A mãe do apresentador, Dona Maria do Céu já recebe uma pensão vitalícia de 163 mil reais.

Em agosto de 2021 a justiça negou o pedido de pensão alimentícia feito pelo advogado Nelson Wilians para as filhas do apresentador Gugu Liberato. Marina e Sofia pediram o valor de US$ 20 mil (algo em torno de R$ 100 mil por mês), o mesmo pedido pela mãe, Rose Miriam. A solicitação de Rose também foi negada. Mediante a essa recusa, as gêmeas disseram que pelo menos conseguiram aumentar a mesada de cada uma em US$ 1 mil por mês, mas achavam que estavam ganhando pouco.

As desavenças com a tia Aparecida Liberato permanecem e em novo pedido para a justiça, as gêmeas Marina e Sofia conseguiram uma vitória. Ambas vão receber 10 mil dólares cada uma nos próximos 12 meses.

As duas pleitearam a antecipação de seus quinhões, no montante de U$ 10.000 (dez mil dólares americanos) mensais, durante os próximos 12 meses, necessário para atender com suas despesas básicas referentes ao pagamento de convênio médico e de seus estudos, uma vez que estão participando de diversas aplicações para ingressarem em universidades localizadas nos Estados Unidos, e em breve, se tornarão universitárias.

No processo também consta que o alegado conflito de interesses entre mãe e filhas não passam de conjecturas e que o único conflito existente se limita entre elas e tia/inventariante. Rose Mirian, mãe das meninas e de João Augusto Liberato, recebe cerca de U$ 7.000 (sete mil dólares americanos) e sequer supre as necessidades básicas pessoais e do lar e que o pedido se refere a antecipação de parte da legítima, que deverá sair da quota parte de cada uma das herdeiras, o que jamais prejudicaria quaisquer dos demais herdeiros, mas apenas supriria as necessidades imediatas e futuras de ambas, e as retiraria da total burocracia e descaso a que têm sido submetidas, inclusive quanto aos seus próprios quinhões.

Aos 18 anos de idade, já são adultas e buscam sua independência, sendo humilhante terem que ficar implorando para a Inventariante pagar contas básicas, quando na verdade o dinheiro lhes pertence. Reiteram que qualquer decisão contrária a não concessão do valor pleiteado irá afetar e implicar diretamente no futuro de ambas, pois não conseguirão arcar com as despesas extras oriundas dos seus estudos, bem como
continuarão sem plano de saúde nos Estados Unidos. Dizem que sequer estão recebendo os U$ 1.500 determinados nos autos. que teriam que ser repassados pela inventariante, e que ainda estão sem convênio médico, porque não foi contratado pela tia.

O pedido foi aceito pela justiça, a mesada de 10 mil dólares para cada será para custear o convênio médico e a universidade. Segundo as últimas informações, Marina já foi aprovada para cursar Cinema e Produção de TV e Sofia, Administração, assim como seu irmão João Augusto Liberato, que já cursa a universidade.