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EXCLUSIVO Dado Dolabella é acusado de dar socos e tapas no rosto da ex-namorada

Marina Dolabella, prima do ator, namorou o famoso por sete meses e o acusou de agressões físicas

Erlan BastosColunista do EM OFF

No começo do ano passado, o ator Dado Dolabella surpreendeu muitos fãs ao anunciar o namoro com Marina Dolabella, que é sua prima. A relação durou pouco e, meses depois, os dois se separaram. O ator foi acusado de agredir a então namorada, mas negou a informação. Documentos da época, porém, trazem mais detalhes da história e apontam que o famoso pode ter mentido.

Marina Dolabella é filha do economista Luiz Fernando Dolabella, irmão de Carlos Eduardo, pai do ator, já falecido. Os dois assumiram o namoro em janeiro de 2020 e chegaram, inclusive, a visitar clínicas de fertilização no Rio de Janeiro para tentar uma possível gravidez. A relação, no entanto, não durou muito e Dado e Marina se separaram em setembro daquele mesmo ano.

Em abril de 2020, a colunista Fábia Oliveira publicou que a polícia foi acionada no condomínio onde Dado Dolabella mora, na zona oeste do Rio após denúncias de que o famoso estava agredindo a namorada. O ator negou a acusação, mas confirmou a ida da polícia ao local: “Parece que teve uma denúncia de alguma discussão, eles bateram em alguns apartamentos aqui do bloco, incluindo o nosso. Tomamos até um susto! Mas por aqui está tudo bem“.

Depoimento à polícia

O famoso, no entanto, pode ter mentido. A coluna Erlan Bastos EM OFF teve acesso com exclusividade ao boletim de ocorrência registrado por Marina Dolabella em outubro de 2020. No documento, ela acusa o ator, que também é seu primo, de agressões físicas, como tapas e socos no rosto, além de puxões de cabelo. A coluna teve acesso também a decisão que concedeu uma medida protetiva à Marina, válida até hoje.

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Em sua declaração à polícia, Marina afirmou que namorou Dado por cerca de um ano e que o relacionamento sempre foi conturbado. Ela disse ainda que decidiu colocar um ponto final na relação em setembro de 2020, após sofrer uma agressão física. Eles moraram juntos por aproximadamente sete meses, mas após o término, o ator passou a segui-la até o seu trabalho e chegou, inclusive, a abordá-la na rua enquanto saía de casa.

A situação piorou no mês seguinte ao término. Marina pegou Covid-19 e, por estar fragilizada, permitiu que Dado voltasse para sua casa no dia 10 de outubro. Três dias depois, porém, ele teve acesso à uma conversa da então namorada com um amigo no telefone celular. Insatisfeito, o ator ofendeu a companheira com diversas ofensas, como “piranha”, “nojenta” e “mentirosa”, e desferiu tapas e socos no rosto de Marina, além de puxões de cabelo.

Marina ressaltou em seu depoimento que foi vítima de outras agressões praticadas por Dado Dolabella enquanto viveram juntos, mas nunca fez a denúncia por medo da exposição e porque não se sentia segura. Ela disse, ainda, que chegou a chamar a Polícia Militar (PM) após uma dessas agressões, mas quando os policiais chegaram ao local, o ator já tinha deixado o imóvel.

Proteção

Diante toda a situação, o Tribunal de Justiça da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, concedeu uma medida protetiva a favor de Marina, válida até hoje. Na decisão, Dado Dolabella fica proibido de se aproximar da ex-namorada num limite mínimo de mil metros. Ele também não pode manter contato com a ex-companheira em qualquer meio de comunicação ou mesmo pessoalmente.

Em caso de descumprimento da medida protetiva, o ator pode ser preso preventivamente. A coluna procurou Dado Dolabella para que o ator pudesse comentar o assunto e dar o seu posicionamento, mas o artista bloqueou nossos contatos. Vencedor da primeira edição do reality A Fazenda, Dado também foi acusado de agressão por Luana Piovani em 2008. O artista deu um tapa na cara da atriz, que disse que chegou a cair no chão após a pancada.

Recentemente, com a repercussão do caso DJ Ivis, que foi preso depois de agredir a ex-esposa Pamella Holanda, Luana Piovani relembrou o caso e disse que não recebeu apoio da mídia. “Fico feliz em ver as mulheres se unindo e denunciando, pois quando eu fui agredida não tinha campanha e nem instagram. O agressor seis meses depois ganhou um reality e as mulheres diziam ‘vem bater em mim’. As mulheres já me envergonharam e pioraram a minha situação imensamente, suspiro aliviada ao ver que uma mudança está ocorrendo”, disse Luana. (Colaborou Danilo Reenlsober)

Apesar do caso ter ocorrido no ano passado, os documentos só foram disponibilizados agora (Reprodução)
Depoimento de Marina Dolabella prestado à polícia no ano passado (Reprodução)

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