Fechar

EXCLUSIVO Preta Gil perde processo movido contra perfis de fofoca

A cantora entrou com ação contra o Twitter pedindo o cancelamento de dois perfis na rede social

Erlan BastosColunista do EM OFF

A cantora e apresentadora Preta Gil obteve uma derrota na Justiça após processar o Twitter Brasil, devido a publicações feitas por dois perfis de fofoca hospedados na plataforma de microblog. A juíza indeferiu o pedido feito pela defesa da famosa, que havia solicitado a retirada de material analisado como “ofensivo” e o pagamento de multa. A coluna Erlan Bastos EM OFF teve acesso exclusivo à decisão.

A Music2 Publicidade, conhecida como MYND8, empresa que tem como sócia a filha de Gilberto Gil, entrou com uma ação contra o Twitter sobre a conduta praticada pelos perfis Solineuras e Nos Trends Brasil. De acordo com a acusação, os perfis de fofoca vem propagando “boatos artísticos”. Além da famosa, a empresária Fátima Pissarra também é sócia da agência.

No texto, os advogados de Preta Gil afirmam que os dois perfis no Twitter “vem proferindo uma série de infundados impropérios para macular a honra, imagem e reputação” da empresa. Em uma das postagens anexadas ao processo, o perfil Solineuras diz que Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, faria parte dos clientes da MYND8, e por isso, estaria ganhando espaço nas redes sociais.

O perfil Nos Trends Brasil postou uma mensagem semelhante, dizendo que a “empresa de Preta Gil estaria por trás de Renan Bolsonaro“. A defesa alegou que tais conteúdos “têm o claro intuito de induzir as pessoas a erro no sentido de que a Autora promove e é financiada pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, em notória conotação e fanatismo político, o que é um absurdo, pois jamais a Autora tomou partido de quem quer que seja e jamais apoiou nenhum candidato“.

Continua após a publicidade

Claramente o conteúdo das postagens não passam de inverdades covardes, desleais, desmedidas e descabidas, e que, a toda evidência, não contêm qualquer informação de interesse público e muito menos verdadeira e possuem como único propósito o de atingir a honra, imagem e reputação da Autora com o evidente e espúrio intento de desmoralizar e descredibilizar esta última sem nenhuma justificativa“, diz a defesa de Preta Gil no texto.

No processo, os advogados pedem a retirada imediata das publicações “ofensivas” de ambos os perfis sob pena de multa de R$ 2 mil diários. Solicitam também que o Twitter suspenda os perfis, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. No entanto, a juíza responsável pelo caso deu uma sentença que vai contra o que foi pedido pela empresa de Preta Gil.

O pedido foi indeferido pois, segundo a decisão, não há mensagem “direcionada à ofensa de seu bom nome e não cabia à requerida [Twitter] realizar análise de conteúdo para verificar o que deve ou não ser publicado“. Ainda segundo o texto, as postagens mostram evidente abuso pela utilização indevida das imagens das pessoas ali retratadas, “mas disso não decorre que a autora ostente legitimidade para o pedido de retirada das postagens“. (Colaborou Danilo Reenlsober)