ExclusivoAdvogado de Bruno Krupp é desmentido; Modelo não concluiu processo para tirar habilitação

Advogado do modelo afirmou que ele tinha, sim autorização para pilotar moto

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Ao contrário do que alegou o advogado William Pena, responsável pela defesa de Bruno Krupp, o modelo nunca teve autorização para pilotar moto. Segundo informações da Lei Seca, Krupp chegou a iniciar o processo para tirar a habilitação na categoria A (moto), mas não havia concluído ainda. O influenciador sequer chegou a frequentar as aulas práticas.

Em entrevista coletiva, William Pena disse que o modelo estaria apenas aguardando a chegada do documento. Ele ainda desmentiu a informação que consta no boletim de ocorrência, sobre a moto de seu cliente estar sem placa. “Estava emplacada sim (a moto) e com os documentos dele. Ele só não tinha habilitação ainda porque o Detran, salvo engano, o Detran já tinha aferido a carteira dele, ele só não tinha pego a carteira ainda”, argumentou o advogado.

Segundo a polícia, Bruno Krupp pilotava a moto numa velocidade acima do permitido para a via onde atropelou o adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos. A Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, onde aconteceu o acidente, permite a velocidade máxima de 60km/h.

Três dias antes do atropelamento fata, ele havia sido parado em uma blitz da Lei Seca e foi multado em R$ 4 mil por pilotar a moto sem habilitação e se recusar a soprar o bafômetro no momento da abordagem.

Krupp passou a ser investigado por homicídio com dolo eventual por ter assumido o risco de matar ao pilotar uma moto acima da velocidade permitida e sem habilitação. Em sua decisão, a juíza Maria Isabel Pena Pieranti, do plantão judicial do Tribunal de Justiça do Rio, ressalta que a liberdade dele comprometeria a ordem pública.

O pedido de prisão de Bruno Krupp foi feito pelo delegado Aloysio Berardo Falcão de Paula Lopes, adjunto da 16ª DP, baseado no Relatório de Vida Pregressa do modelo, que aponta outras passagens pela polícia por estupro e estelionato. “Razão pela qual se faz necessária sua segregação cautelar, por meio de expedição de mando de prisão preventiva, visando garantir a ordem”, alegou o delegado.

Inicialmente Bruno Krupp era investigado por lesão corporal culposa provocada por atropelamento e falta de habilitação e proibição de dirigir veículo automotor. Mas a investigação mudou de rumo após a morte do adolescente, que não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Municipal Lourenço Jorge. O modelo então passou a responder por homicídio com dolo eventual e recebeu voz de prisão no hospital onde está internado, no Méier, na Zona Norte do Rio.

Bruno Krupp sofreu apenas escoriações e teve alta do Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra, ainda no domingo. Enquanto ele era liberado, João Gabriel passava por uma delicada cirurgia, mas o jovem acabou não resistindo aos graves ferimentos. Ele teve a perna esquerda amputada em decorrência do atropelamento. O impacto da colisão fez a perna da vítima parar a metros de distância de seu corpo.