ExclusivoAlém de agredir atores, Guilherme de Pádua já derrubou moto em plateia de espetáculo

Ator aprontou algumas enquanto esteve substituindo Alexandre Frota no espetáculo 'Blue Jeans'

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

No documentário ‘Pacto Brutal’, que aborda os desdobramentos do assassinato da atriz Daniella Perez, expôs que, antes de assassinar a filha de Gloria Perez, Guilherme de Pádua causou confusões por onde passava. Uma delas aconteceu no ‘Blue Jeans’, espetáculo para o qual ele foi escalado em substituição ao ator Alexandre Frota.

Pádua acabou machucando um dos atores no momento em que ambos interpretavam uma cena de morte. Alexandre Frota, que até então estava à frente do papel por mais de um ano, sem que nenhum incidente tivesse acontecido, narrou detalhes do episódio.

“Nunca machucamos ou acertamos ninguém, e a gente trabalhava com canivete. O Guilherme me substituiu e na primeira noite em que ele foi contracenar, ele machucou o rosto do ator que interpretava o cliente [o personagem era um michê]. O canivete pegou no queixo do ator. Talvez tenha sido um azar, nervosismo ou falta de concentração, tenha ficado ansioso, mas o fato é: eu trabalhei um ano e meio e nunca tinha acontecido absolutamente nada”, reforçou Frota.

Ainda segundo Alexandre Frota, a plateia chegou a ficar impressionada ao ver o sangue no rosto do ator que foi atingido por Guilherme de Pádua com o canivete. “Na noite que ele entrou, que ele foi me substituir, o canivete pegou no queixo do ator. E abriu um pouco [o queixo], machucou, saiu sangue. A plateia ficou impressionada”, lembrou.

Além da ‘canivetada’, Frota relembrou outro episódio protagonizado por Pádua, até então desconhecido. “Eu entrava com uma moto em cena, atravessava o palco de um lado para o outro com essa moto e nunca aconteceu absolutamente nada com a moto. E ele, em uma das vezes que entrou com a moto, a moto passou direto do palco e caiu na plateia. Uma coisa assim… Talvez tenha sido falta de concentração, falta de estar focado naquela situação ali”, disse o ex-ator.

O atual deputado federal por São Paulo ainda explicou porque foi substituído por Guilherme na peça, assim como aconteceu com a escalação para o personagem Bira na trama escrita por Gloria Perez. “Eu era um dos atores principais e teve uma ocasião em que eu tive que ser substituído por causa da novela que eu tava fazendo e tinha muita gravação noturna. Então eu não ia conseguir fazer o espetáculo ao mesmo tempo. Eu tava fazendo a novela ‘Perigosas Peruas’, por isso também eu não fui liberado para fazer o papel do Bira, que a Gloria Perez escreveu pra mim”.

O espetáculo ‘Blue Jeans’ fez muito sucesso, tendo ficado em cartaz por dois anos, no Rio de Janeiro, antes de ir para São Paulo. Na capital paulista, Guilherme de Pádua já não fazia mais parte do elenco. Nesta temporada, os protagonistas Maurício Mattar e Fábio Assunção foram substituídos por Humberto Martins e Pedro Cardoso, respectivamente. Alexandre Frota, por sua vez, fez seu retorno à produção teatral dirigida por Wolf Maya.

Marcus Montenegro, que produziu o ‘Blue Jeans’, contou que Guilherme de Pádua costumava se envolver em episódios bem estranhos em cena. “Onde tinha confusão, o Guilherme estava envolvido. Desde a cena da morte em Blue Jeans, que ele resolveu fazer uma manobra diferente e machucou um ator em cena. Teve um dia que teve um acidente com um canivete com outro ator, e foi ele quem fez o acidente”, começa contando o produtor.

Em seguida, ele relembrou detalhes do que aconteceu. “Naquele dia, ele pegou o canivete. Ele substituiu o Alexandre Frota e cortou o Jonas. O contra-regra comprava uns 10 canivetes, praticamente, a cada 15 dias. E uma das minhas maiores preocupações era que o contra-regra tirasse o fio do canivete. Até que o Guilherme se oferece para ajudar o contra-regra [a tirar o fio do canivete]. E depois a gente descobre que um dos canivetes não foi tirado o fio”, contou Montenegro.

Fábio Assunção, também em depoimento à série documental ‘Pacto Brutal’, disse que já foi agredido de verdade por Guilherme de Pádua em cena. “Ele fazia um policial, então ele me prendia, tinha que me bater, mas era ensaio. E ele me deu um soco em cena. Foi na minha garganta, aquilo deu uma discussão enorme. Achei até que ia ficar com algum problema na voz”, lembrou o ator.