VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Aline Campos faz alerta após estupro sofrido aos 17 anos: ‘Não aceite bebida na balada’

Em entrevista à Folha de São Paulo, a atriz relatou que sofreu abuso sexual duas vezes

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Aline Campos precisou de muito tempo e anos de terapia para conseguir falar publicamente sobre os dois casos de violência sexual que sofreu: um aos 17 e o outro aos 19 anos.

Em entrevista à Folha de São Paulo, ela conta que foi dopada quando aconteceu o primeiro episódio. “Estava em uma festa e acho que colocaram alguma droga na minha bebida, acredito que foi o famoso ‘boa noite, Cinderela'”,

A ex-bailarina do Faustão afirma recordar pouco do estupro, mas tem alguns “flashes” dela, no quarto, em uma cama, com dois homens. “Lembro de tentar reagir e apagar. Fui vencida pelo sono”, completou.

A ocorrência de uma substância em sua bebida se repetiu quando ela estava em uma viagem ao exterior, mas dessa vez não aconteceu nada com a artista.

“Colocaram novamente algo na minha bebida, mas minhas amigas me protegeram e ficaram ao meu lado o tempo todo”, relata. Ela faz uma alerta: “Por isso, não tome bebida no copo de ninguém, fique atenta ao seu copo na balada e não aceite bebida de gente estranha”, recomenda.

Já aos 19, Aline Campos conta que foi procurada por um homem que lhe ofereceu um trabalho no exterior. “Eu sempre fui muito independente e sonhava em conquistar minhas coisas e acreditei nele. Ele me pediu para ir encontrá-lo em um shopping e fui”, relembra.

Ela achou os pedidos incomuns, mas foi até o encontro. O trabalho era para ser dançarina. “Estranhei, pois [ele] tinha pedido para ir de saia e salto alto. Como era um lugar público, achei que não tinha problema. Depois, ele me chamou para ir até o escritório dele para mostrar eu dançando”, conta.

No local, ela foi abusada. “Ele começou a passar a mão no meu corpo. Eu na hora falei para parar e saí de lá correndo. Entrei em um táxi e fui chorando para casa. Me senti muito mal, uma confusão na mente e só consegui falar sobre isso depois de cinco anos de terapia”, desabafa.