homicídio com dolo eventual

Alvo de mandado de prisão, Bruno Krupp é procurado pela polícia por morte de adolescente

Policias estiveram na cobertura do modelo, mas não o encontraram

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

A Justiça do Rio expediu um mandado de prisão contra o modelo Bruno Krupp, de 25 anos, após ele atropelar e matar o adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, 16 anos, no último sábado (30), na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca.

Krupp passou a ser investigado pela polícia por homicídio com dolo eventual, de acordo com o entendimento de que ele assumiu o risco de matar ao pilotar uma moto sem habilitação.

Os policiais da 16ª DP da Barra da Tijuca, que investigam o caso, já estão na rua desde o começo da manhã desta quarta-feira (3), em busca de cumprir o mandado de prisão contra o influenciador. Os agentes estiveram na cobertura onde o modelo mora, na Avenida Lúcio Costa, em frente à Praia da Barra, mas não o encontraram no local.

Bruno Krupp sofreu apenas escoriações e teve alta do Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra, ainda no domingo. Enquanto ele era liberado, João Gabriel passava por uma delicada cirurgia, mas o jovem acabou não resistindo aos graves ferimentos. Ele teve a perna esquerda amputada em decorrência do atropelamento. O impacto da colisão fez a perna da vítima parar a metros de distância de seu corpo.

No pedido de prisão expedido pela Justiça, o juízo diz que Krupp pilotava uma moto Yamaha (ano 2021/2022), sem placa, e com velocidade superior a 150km/h, numa via em que o limite máximo de velocidade é de 60km/h. Além disso, chama atenção para o fato de que o ele estava sem carteira de habilitação, mesmo após ter sido pego em uma blitz da Lei Seca três dias antes do acidente.

“Não foi o bastante que tivesse sido parado pelos agentes da Lei Seca. Ser pego na situação já descrita não teve qualquer efeito didático. Ao contrário, adotou conduta mais ainda letal, acabando por tirar a vida de um jovem que estava acompanhado de sua mãe, ressaltando-se que BRUNO não é um novato nas sendas do crime”, destacou a juíza Maria Izabel Pena Pieranti.

Segundo o policial militar que atendeu a ocorrência do atropelamento, a perna da vítima foi parar a cerca de 50 metros do local do acidente, em um gramado que fica entre o calçadão e a areia da praia. Imagens do acidente começaram a circular nas redes sociais e mostram a perna do adolescente dentro de um balde com gelo. O objetivo era preservar o membro da vítima na temperatura fria para caso houvesse a possibilidade de costurá-lo de volta ao corpo em cirurgia.

Bruno tem passagens por estupro e estelionato

Em julho deste ano, uma jovem de 21 anos registrou um boletim de ocorrência contra Bruno Krupp na Delegacia de Atendimento à Mulher, em Jacarepaguá, também na Zona Oeste do Rio. A vítima narrou que o crime supostamente aconteceu na cobertura onde mora o modelo, localizada na Avenida Lúcio Costa.

No documento, consta que a moça chegou à unidade policial acompanhada por seu pai, chorando muito e admitindo que ingeriu bebida alcoólica. Ela contou aos policiais de plantão que praticou sexo com Bruno Krupp sem seu consentimento. Disse, ainda, que apesar de ter feito consumo de bebida alcoólica, não estava vulnerável. Ela relatou que dizia para Bruno parar com o ato sexual, mas ele ignorou seus pedidos. Após registrar a queixa contra o modelo, a vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), para a realização de exames.

Já a denúncia de estelionato aconteceu em 8 de abril de 2021. Na ocasião, uma representante (gerente) do Hotel Nacional formalizou a queixa contra Bruno Krupp na 14ª DP do Leblon, na Zona Sul do Rio. A gerente narrou no boletim de ocorrência que tomou conhecimento, através do setor financeiro do hotel, que hóspedes estavam tendo as compras de suas hospedagens recusadas pelos cartões de crédito e que tais clientes informaram que teriam comprado a hospedagem com Bruno.

Segundo os hóspedes, Krupp oferecia valores mais em conta das hospedagens se o pagamento fosse realizado via transferência bancária, em vez de a compra ser feita pelo site oficial do hotel. Após as transferências, Krupp teria utilizado cartões de crédito clonados para fazer as reservas, segundo informou a gerente. Por conta disso, a maioria das compras eram contestadas pelas operadoras dos cartões e por isso eram recusadas. Os clientes então eram obrigados a pagar novamente pelas hospedagens.