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Após polêmica de cachê milionário, Gusttavo Lima se pronuncia

‘Não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas’, disse o artista em uma nota enviada para a imprensa

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Após as polêmicas em cima do alto valor dos cachês pagos por prefeituras, Gusttavo Lima se pronunciou, através da sua assessoria de imprensa. Em um comunicado, o cantor diz que “não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas para saber qual a dotação orçamentária que o chefe do executivo está utilizando para custear a contratação”. Além disso, o sertanejo esclareceu que não compactua com ilegalidades por representantes do poder público.

“A Balada Eventos, empresa que representa o artista Gusttavo Lima, através de seu advogado Cláudio Bessas, esclarece que: O valor do cachê do artista é fixado obedecendo critérios internos, baseados no cenário nacional, tais como: logística (transporte aéreo, transporte rodoviário, etc.), tipo do evento (show privado ou público), bem como os custos e despesas operacionais da empresa para realização do show artístico, dentre outros fatores. Não pactuamos com ilegalidades cometidas por representantes do poder público, seja em qualquer esfera”, começou o comunicado.


A nota seguiu: “Toda contratação do artista por entes públicos federados, são pautados na legalidade, ou seja, de acordo com o que determina a lei de licitações. Com relação a verba para realização de ‘show artístico’, cabe ao ente público federado agir com responsabilidade na sua aplicação. Não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas para saber qual a dotação orçamentária que o chefe do executivo está utilizando para custear a contratação. A fiscalização das contas públicas é realizada pelos órgãos: TCU (Tribunal de Contas da União ou TCE (Tribunal de Contas do Estado), de acordo com suas competências, seja a nível Federal, Estadual ou Municipal”.

Eles finalizaram: “Portanto, qualquer ilegalidade cometida pelos entes públicos, seja na contratação de show artísticos ou qualquer outra forma de contração com o setor privado, deverá ser fiscalizada pelo Tribunal de Contas e se apurada qualquer ilegalidade, deverá ser encaminhada para a Justiça competente para julgar o ilícito eventualmente cometido”, terminou o comunicado.

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O buburinho em torno de Gusttavo Lima se deu após vir á tona que o sertanejo foi contratado para um show, pela prefeitura de São Luiz, em Roraima, por um cachê de R$ 800 mil. Além disso, o cantor também foi chamado para se apresentar no aniversário de 457 anos do município de Magé, no Rio de Janeiro, onde a prefeitura vai desembolsar a bagatela de R$ 1 milhão para pagar o cachê.

O valor estratosférico do show do sertanejo é dez vezes mais que todo o investimento programado pela prefeitura de Magé para ser aplicado em atividades artísticas e culturais para o ano de 2022. O cachê do artista gerou revolta nas redes sociais e muitos internautas logo apontaram contradição em Gusttavo Lima por apoiar o Governo Bolsonaro e sempre criticar a Lei Rouanet.

“Os artistas apoiadores de Bolsonaro que diziam ser absurdo a Lei Rouanet e que nunca usariam dinheiro público, sendo pagos com dinheiro público”, observou uma internauta. E também teve quem lamentasse a inversão de valores: “Como moradora de Magé não acho nada justo, porque aqui está faltando bastante coisa. Nossa prioridade seria o hospital, os postos de saúde, mas fazer o que, né? Preferem dia, horas de show e depois sofremos com tanto descaso”, desabafou outra.