ExclusivoApós ser acusado de calote, Gusttavo Lima se manifesta e é acusado de má-fé

Empresa de automação tenta na Justiça o recebimento de R$ 68 mil, referente à aquisição e instalação de equipamentos na casa do cantor

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Conforme esta coluna antecipou, Gustavo Lima e sua empresa, a Balada Eventos e Produções LTDA, viraram alvos de uma ação judicial de cobrança, movida pela GR Automação Áudio e Vídeo EIRELI. O processo em questão visa o recebimento da quantia de R$ 68.670,33, referente à aquisição e instalação de equipamentos personalizados na casa de Gustavo Lima, localizada no Condomínio Alphaville Cruzeiro do Sul, em Goiânia. E após ser acusado de dever e não pagar pelos serviços, Gusttavo Lima se manifestou na ação para se defender.

O Embaixador alegou que na petição inicial não foi apresentada uma prova escrita necessária. Diz ainda que a foto juntada aos autos pela GR não identifica qual aparelho foi instalado, tampouco o local em que a instalação se deu. Segundo o sertanejo, foi anexada aos autos uma imagem escura e sem nitidez. Além disso, o cantor sustenta que o orçamento apresentado não indica a data, bem como não foi apresentado o comprovante de aceitação.

Diante da inexistência de prova escrita apta a demonstrar o direito da empresa que move a ação, os advogados do cantor pedem que o processo seja extinto sem a resolução do mérito. Além disso, a defesa ressalta que a parceria da GR com Gusttavo Lima teria sido extremamente positiva para ela, visto que, sendo uma empresa pequena e pouco conhecida, estava celebrando um negócio com uma figura pública nacionalmente famosa. Basicamente os advogados do Gusttavo Lima alegam que a dívida sequer existe, pois a GR não informa nem mesmo quando os serviços foram prestados ou quando os equipamentos foram vendidos.

Em resposta, a GR Automação Áudio e Vídeo EIRELI sustentou que Gusttavo Lima e a Balada Eventos estariam agindo de má-fé, visto que a nota fiscal teria sido emitida de acordo com os pressupostos legais. Além disso, a alegação de que não existiriam provas escritas nos autos seria mentirosa, visto que inúmeros documentos válidos foram juntados aos autos.
Outro ponto citado pela empresa que diz ter prestado o serviço para o cantor está relacionado ao fato de os réus terem chegado a reconhecer a dívida, o que estaria respaldado e comprovado por meio de uma série de conversas de WhatsApp que foram juntadas aos autos. Sobre a alegação de que não teriam conhecimento acerca do orçamento dos serviços, a GR afirma que esta questão havia sido discutida entre as partes por meio de conversas no WhatsApp, que também foram juntadas ao processo.

Em relação ao apontamento de que os valores cobrados pela GR não seriam harmônicos com aqueles praticados no mercado, o que a empresa sustenta é que, à época da instalação dos produtos, os materiais e objetos utilizados eram novidade no mercado, e poucos tinham acesso a eles. Além disso, no momento da contratação, nenhum valor foi questionado pelo Embaixador e sua equipe. Não suficiente, foi rebatida, também, a alegação de que os serviços feitos teriam se enquadrado na modalidade de permuta.

O valor cobrado pelos equipamentos e pelo serviço de instalação somou, à época, R$ 32 mil. A GR Automação cumpriu com suas obrigações e fez a entrega e a instalação dos equipamentos. Contudo, não foi paga pelos serviços prestados. Diante de tal cenário, foram feitas inúmeras tentativas para que o valor fosse pago de forma amigável, mas nenhuma delas foi bem sucedida. Após a emissão da Nota Fiscal e inúmeros pedidos de adimplemento do débito, ainda assim a empresa não recebeu o pagamento.

Segundo a empresa informou nos autos, os representantes legais de Gusttavo Lima se posicionaram afirmando que iriam resolver o imbróglio, o que não aconteceu. O cantor chegou a ter sido notificado extrajudicialmente para arcar com a dívida, mas de nada adiantou. Como última tentativa de receber, a GR recorreu à Justiça para que seja feito o pagamento de R$68.670,33 em até 15 (quinze) dias.