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DIVERSIDADE SEXUAL

Bruna Linzmeyer critica falta de representatividade lésbica em produções audiovisuais

A atriz, que possui um relacionamento de 2 anos com a DJ Marta Supernova, também fala sobre relação com mulheres

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Bruna Linzmeyer, que interpretou Madeleine na primeira fase de Pantanal, é uma das três capas da edição impressa da nova ‘Glamour Brasil‘. Em entrevista para a revista, ela abriu o coração e falou sobre seus relacionamentos afetivos, representatividade lésbica, importância de se posicionar politicamente e seus projetos. 

No bate papo, a atriz argumenta que seus posicionamentos políticos a ajudam até a manter a saúde mental.Pode parecer egoísta, mas isso também é sobre mim. Se eu não me relacionar com as coisas que acredito, eu adoeço. Tenho responsabilidade com as pessoas que me acompanham, e me esforço para construir um espaço tranquilo para todas nós, mas também quero que seja tranquilo para mim. Tem coisas que eu não quero viver daqui a 40 anos. Quero envelhecer bem, com saúde mental e física. Esse trabalho acontece no hoje”, comenta.

A artista também afirmou que se sente bem ao lado de mulheres: “Não só com a Marta. Mas entre amigas, ex-namoradas, ou com a comunidade sapatão mesmo. Faz muito sentido para mim quando estamos juntas”.

Questionada se sempre teve uma relação bem-resolvida com a beleza ou isso veio com o tempo, Bruna respondeu: “É uma montanha-russa. Eu pude ter uma educação muito carinhosa por parte dos meus pais, eles sempre acreditaram muito em mim, e isso construiu minha autoestima. Muitas coisas de beleza e magreza vieram na minha direção por causa do trabalho, mas decidi que não queria me preocupar com isso. Fui tomando essa decisão dentro de mim e entendendo que a beleza tem a ver com autoconfiança. Com como você se enxerga, como se sente valorizada, amada, e bem paga. Trabalho também constrói beleza”, contou. 

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Bruna, que possui um relacionamento de 2 anos com a DJ Marta Supernova, apontou que existe pouca representatividade lésbica nas produções audiovisuais. Ela sente falta de algumas discussões relacionadas à causa, como por exemplo a maternidade e saúde de mulheres lésbicas.

“Ainda sinto muita falta de narrativas lésbicas, sapatrans, ou não bináries no mundo. Ao contrário do que muita gente pensa, acho que existe um nicho sapatão muito grande interessado em narrativas audiovisuais, mas existe um mundo que não é sapatão e que também vai se interessar, do mesmo jeito que nós assistimos a outras narrativas universais”, destacou.

Ela também diz que está animada com seus projetos que tem desenvolvido, não só como atriz, mas também como roteirista. “Me sinto cada vez mais tranquila, equipada, e tendo mais prazer em realizar o meu trabalho”, finalizou.