respeito!

Carta aberta à Klara Castanho

Esta colunista optou por não repostar o texto da atriz

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

A dor de um estupro ninguém sabe o que é além da própria vítima. O estupro não fere só o corpo, mas a alma também.

As feridas que estão na alma da Klara Castanho não são entretenimento. Não é nota. Não é assunto para ser julgado pelo grande público. É crime. Nesse país, onde mulheres diariamente estão expostas a riscos dos mais variados níveis, Klara foi mais uma vítima.

Como mulher, mãe e ser humano, me solidarizo com a Klara e não quero transformar um assunto tão doloroso em mais lembranças e palavras que possam ferir seu psicológico já tão fragilizado.

Trazer um assunto desse a público sem o consentimento da vítima é brutal, é vil e chego a dizer que é criminoso, mesmo que seja por indiretas, sem citar nomes. Pior ainda, são aqueles que na tentativa de lacrar, trazem o nome da vítima, sem sua permissão, à público. 

O hospital e profissionais, principalmente a tal enfermeira, devem ser responsabilizados por esse ocorrido. 

Daqui, desse lugar de mulher, só posso rezar para que um dia, se for possível, essas feridas se fechem e Klara possa voltar a ter paz em seu coração. À criança, que veio ao mundo e culpa nenhuma tem, assim como Klara, também rezo para que quem esteja com esse bebê, possa dar muito amor e proteção.

Quando pensar em julgar toda essa história, lembre- se que vidas foram dilaceradas. Se não tiver senso, apenas tenham empatia.

Esta colunista optou por não repostar o texto de Klara Castanho. Essa história não vale clique. Vale amor e compaixão.