'pacto brutal'

Claudia Raia pressentiu morte de Daniella Perez e notou pista do crime no assassino

Atriz trouxe detalhes do crime em depoimento para série documental

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Claudia Raia está entre os famosos que deram seus depoimentos sobre a morte de Daniella Perez para compor a série documental ‘Pacto Brutal’, que tem sua estreia prevista para a próxima quinta-feira (21), na HBO Max. A produção traz à tona detalhes do crime que chocou o Brasil, em 1992. Naquele ano, a atriz foi morta por seu colega de elenco, Guilherme de Pádua, e a mulher dele, Paula Tomaz, com golpes de um objeto cortante no peito, em um matagal no Rio de Janeiro.

Na noite em que foi assassinada, Daniela deveria ter comparecido a um ensaio de um espetáculo teatral, no qual ela demonstraria seu talento como dançarina. Bailarina profissional, Claudia Raia entendeu que a ausência da atriz no ensaio significava algo grave. “Pra um bailarino faltar a um ensaio, ele tá morto. Tanto que todo mundo falava: ‘Cadê ela?’. Se ela não chegou, alguma coisa aconteceu”, pressentiu a atriz.

Após reconhecer o corpo de Daniella no matagal, Raul Gazolla, marido da atriz, ligou para Claudia Raia, com quem ele mantinha uma amizade na época, pedindo que ela fosse até a delegacia para apoiá-lo. Lá, os dois foram surpreendidos com a visita do próprio assassino da atriz. Foi então que, ao ser cumprimentada por Pádua, Claudia notou uma das primeiras pistas do crime.

“Ele ficou ali um tempo, chorando, dizendo: ‘Meu Deus, que loucura isso’. Parecia bastante emocionado, muito indignado com tudo. [Dizia] ‘Como fizeram isso com essa garota, essa menina é um anjo’. Me abraçou também, nem me conhecia. E eu não sei por que olhei o braço do Guilherme. Tinha, na parte do antebraço, arranhão de unha de mulher. Me chamou a atenção aquilo. Guardei pra mim. Era recente. Estava meio em carne viva, meio sangrandinho”, contou a atriz.

Na época do assassinato, Daniella e Guilherme estavam no elenco da novela ‘De Corpo e Alma’, da TV Globo. A trama tinha autoria da mãe de Daniella, Gloria Perez. Eles contracenavam juntos e deram vida aos personagens Yasmin e Bira, que fizeram par romântico no folhetim.

Na noite do crime, Daniella tinha acabado de sair das gravações da novela, quando seu carro foi fechado pelo de Guilherme de Pádua, que estava na companhia de Paula Thomaz. Daniella desmaiou com um soco do ator e foi levada para o matagal, onde foi assassinada.

O casal foi condenado por homicídio qualificado, sendo ele por 19 anos, em regime fechado, e ela por 15 anos. No entanto, os dois saíram da cadeia bem antes por bom comportamento, em 1999.