ExclusivoCompanhia aérea é condenada a indenizar Deborah Blando

Empresa cancelou voo e devolveu uma das bagagens da artista quatro dias depois dela desembarcar no destino

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

A Justiça de Santa Catarina condenou uma companhia aérea a indenizar a cantora Deborah Blando, de 53 anos, por danos materiais e morais. A artista acionou a Air France, em maio de 2020, mas o processo só teve o seu desfecho em julho do ano passado, quando os desembargadores da 3ª Turma Recursal de Florianópolis rejeitaram um recurso apresentado pela empresa.
 
De acordo com a ação que tramitou no Juizado Especial Cível do Norte da Ilha (em Florianópolis), Blando explicou que comprou passagens aéreas de ida e volta, para o trecho Florianópolis e Manchester, mas no voo de ida acabou sendo surpreendida ao ter uma de suas malas extraviada, quando desembarcou em seu destino, na data de 25 de julho de 2019.
 
No processo, a artista explicou que a bagagem só foi devolvida no dia 29 de julho, quatro dias depois. também afirmou que sofreu prejuízos no voo de volta, que estava previsto para chegar ao destino às 11h10m do dia 13 de agosto daquele ano.

Isso porque, segundo ela, no aeroporto informaram que voo de conexão de Manchester com destino até a Cidade Luz (Paris) estava cancelado, quando então remarcaram a passagem dela com outra companhia, mas o embarque teria ocorrido às 19h25, e ela chegou ao destino às 9h55 do dia 14 de agosto. A cantora alegou que precisou gastar com táxi do hotel para o aeroporto e com alimentação.
 
A Air France disse à Justiça “que o extravio da bagagem ocorreu por tempo ínfimo, razão pela qual não deve ser indenizado”. A respeito do cancelamento do voo, alegou “que o cancelamento decorreu da necessidade de manutenção da aeronave que, a seu ver, excluiria sua responsabilidade”. A empresa informou, ainda, que Deborah foi reacomodada no “primeiro voo disponível”.
 
Na sentença que condenou a companhia a pagar os prejuízos sofridos pela famosa, a juíza do caso cita que a empresa “limitou-se a afirmar que o extravio por curto período não caracteriza dano”. Ainda segundo a decisão, o “extravio temporário de bagagem, ainda mais quando ocorrido na chegada do passageiro em local que não seja o seu domicílio, somado à ausência de assistência material imediata para cobrir os prejuízos até a sua devolução, são aptos a causar danos morais”.
 
Quanto ao vôo cancelado a Justiça entendeu que “ainda que o cancelamento tenha decorrido da necessidade de manutenção, permanece hígida a responsabilidade da companhia aérea requerida”. Desta forma, a empresa foi condenada a devolver R$ 444,38, referentes às despesas que a cantora teve com alimentação e traslado, acrescidos de correção monetária desde o desembolso, ocorrido em 14 agosto de 2019, e ainda a pagar uma indenização por danos morais de R$ 10 mil, além de ter que pagar 15% de honorários advocatícios.