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Dira Paes se manifesta sobre mudanças no manual do aborto: ‘não podemos permitir’

A atriz tomou conhecimento de uma audiência pública e pediu a ajuda dos seguidores

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Dira Paes usou as redes sociais, na tarde desta segunda-feira (27), para fazer um apelo aos seus seguidores. A atriz, que está no ar na novela ‘Pantanal’, na ‘TV Globo’, interpretando a personagem ‘Filó’, se mostrou contrária a uma medida sobre o novo manual do aborto, que será discutida em uma audiência pública nesta terça-feira (28), e pediu a ajuda dos fãs.

No Twitter, Dira Paes escreveu: “Urgente: amanhã de manhã vai rolar uma audiência pública para discutir o novo manual do aborto do Ministério da Saúde, que prevê que pessoas que sofreram violência sexual e fizeram um aborto legal sejam investigadas pela polícia”, começou ela.

Em seguida, ela relembrou o caso da menina de 11 anos estuprada em santa Catarina, que ganhou grande repercussão na semana passada. “Não podemos permitir que casos como o da menina de SC se repitam. Pessoas que engravidaram em decorrência de estupro, que gestam fetos anencéfalos ou que correm risco de morrer, caso levem adiante a gestação, precisam acessar o serviço de abortamento de forma segura e humanizada”, disse ela que ainda deixou um canal do Ministério para que as pessoas possam se manifestar.

O apelo de Dira Paes foi apoiado por seus fãs e seguidores. “Criminosos! Não fazem parte da espécie humana! Não bastasse toda a humilhação, a dor, o sofrimento e a invasão sem consentimento do corpo da mulher, ainda querem criminaliza-las? Isso tem que ter um basta, um ponto final”, escreveu uma internauta. “Nem parece que vivemos num dos países mais violentos do mundo, que a polícia mal dá conta de investigar os crimes, agora vão ter que investigar vítimas. Sinceramente”, lamentou outra.

Famosos se manifestam sobre decisão que impediu aborto para menina de 11 anos estuprada

O caso da menina de 11 anos que foi estuprada e impedida de realizar um aborto, por decisão da juíza Joana Ribeiro Zimmer, em Santa Catarina, revoltou o Brasil. A hashtag #criançanãoémãe ganhou força nas redes sociais, desde que o caso foi divulgado na última segunda-feira (20), e diversos artistas se manifestaram contra a atitude da justiça. Entre eles, a cantora Daniela Mercury, a atriz Taís Araújo, a campeã do ‘BBB 20’, Thelma Assis e o youtuber Felipe Neto.

“A justiça existe para proteger nossas crianças. Uma menina não é mãe e nem deve ser. Por isso que há leis para protegê-la”, escreveu Mercury em uma publicação no Twitter. “É completamente inacreditável! A juíza que mandou a menina de 11 anos ‘segurar a gravidez mais um pouquinho’ foi promovida”, falou Felipe Neto indignado ao compartilhar uma notícia. “Criança não é mãe. Estuprador não é pai”, disse Taís Araújo.

Outras personalidades da mídia também compartilharam sua revolta e criticaram a decisão da juíza. “Indignada com esse caso, um absurdo quando não podemos confiar na própria justiça”, escreveu a médica e ex-BBB Thelma Assis. A cantora Teresa Cristina deu a sua opinião: “Criança não é mãe. Estuprador não é pai. E essa juíza dos infernos é um monstro”, disse ela, que completou: “Pelo afastamento da juíza Joana Ribeiro Zimmer! Que seja responsabilizada pela tortura em uma criança de 10 anos! E quem por acaso concordar com essa brutalidade e estiver me seguindo: sai daqui, por favor”, pediu.

Zélia Zuncan deixou um questionamento em sua página do Twitter: “Por que uma menina de 11 anos tem que carregar os pecados do mundo patriarcal sozinha?”. A cantora foi apoiada pelos seguidores. “Ai Zélia, é de partir o coração o que esse anjinho tá passando”, lamentou uma moça. “Absurdo. Uma criança de 11 anos não tem nem estrutura física pra gerar uma outra criança“, falou outro internauta.

Paola Oliveira também se pronunciou. “É muito difícil pra uma mulher ler tudo que está relacionado a esse caso. Imagine para uma menina, uma criança, estar vivendo isso. E quando eu falo em mulher, falo de ser humano, não de alguém como essa juíza que induz e coage uma criança a ter uma gravidez indesejada. Assisti ao vídeo da audiência agora pouco e estou estarrecida de revolta, de raiva e de tristeza. Não basta toda a violência sofrida por essa criança?”, escreveu ela no Twitter.

Ela continuou: “Como essa juíza pode achar que a felicidade e dignidade de uma criança e sua família é menos importante que a felicidade de um casal adotante que nem existe ainda? Como alguém pode olhar no rosto de uma menina em sofrimento absoluto e não protege-la? Não acolhe-la? É nojento”, falou.