ExclusivoEm briga judicial, empresa aponta má-fé de Camilla de Lucas

Ex-BBB entrou com ação contra loja de roupas por uso indevido de imagem, mas já fez propaganda gratuita para a marca

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

A briga judicial envolvendo a ex-BBB, Camilla de Lucas, e uma loja de roupas femininas por uso indevido de imagem para fins comerciais, acaba de ganhar um novo capítulo. Após a Justiça negar o pedido liminar da influenciadora para que a empresa retire do ar as publicações que possuem sua imagem, a Dassi Boutique apresentou sua contestação na ação para se defender. Camilla teve seu pedido negado, pois o juízo entendeu que ela recebeu roupas da marca e, até então, não havia demonstrado nenhum incômodo por ter sua imagem vinculada às publicações da mesma.

A Dassi Boutique se manifestou na ação alegando que a petição inicial de Camilla não seria válida porque nela estariam apenas pedidos genéricos. A empresa ressalta que Camilla pede danos materiais e danos morais, mas sequer se dá ao trabalho de detalhar quais danos ela teria sofrido. Além disso, sustenta que a ex-BBB não explica se o uso indevido de sua imagem a impediu de lucrar de alguma forma ou se acabou impactando negativamente em seu número de seguidores nas redes sociais, tendo seu alcance prejudicado.

Um dos principais pontos da contestação da empresa está na proposta de desconstruir e questionar a narrativa apresentada pela influencer pois, segundo a Dassi Boutique, ela teria, sim, postado um vídeo em que uma foto de Camilla de Lucas era exibida. Contudo, a influencer parece ter “se esquecido” que ela mesma colocou o vídeo em seu canal no Youtube. Não só disponibilizou o vídeo como ficou por 19 minutos e 43 segundos exclusivamente elogiando os produtos vendidos pela Dassi.

A marca então defende que a influencer foi a responsável por iniciar uma “relação de publicidade”. Diz, ainda, que o vídeo teria sido postado nas redes sociais da Dassi no dia em que Camilla disputava um paredão no programa Big Brother Brasil, razão pela qual a sua imagem fora utilizada pela Dassi como uma forma de incentivar e apoiar a influencer a continuar na disputa pelo grande prêmio do reality. A empresa também alega que Camilla agiu de má-fé, visto que sequer a notificou extrajudicialmente para que a postagem que a incomodava fosse retirada do ar, já que nunca houve qualquer recusa em remover tal conteúdo.

O Facebook, que também consta como réu na ação e alegou que a publicação foi feita exclusivamente por um terceiro usuário do serviço Instagram, sem qualquer participação ou controle por parte do Operador do Instagram ou do Facebook Brasil. Cita, ainda que não deveria figurar réu no polo passivo da demanda, pois bastaria que Camilla ajuizasse uma ação contra a Dassi Boutique, visto que a própria marca já teria o poder de remover as postagens das redes sociais.

Já em relação ao pedido de remoção integral da conta da Dassi, o Facebook afirmou que a exigência era exacerbada e até mesmo desmedida e se posicionou a favor apenas da remoção das matérias e postagens que exibiam, de forma indevida e sem autorização, a imagem de Camilla de Lucas. De forma geral, o Facebook pediu que esta ação fosse julgada extinta.