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EXCLUSIVO Em entrevista, Rafael Ilha contesta versão para a morte de Gugu Liberato

‘Eu fui um dos primeiros caras a saber o que aconteceu mesmo’, diz o ex-Polegar

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Rafael Ilha é o entrevistado de Bruno Di Simone no ‘Na Real’. O cantor, que conheceu Gugu Liberato nos anos 90, quando fez parte do grupo Polegar, falou sobre a morte do apresentador e contestou a versão oficial – de que ele caiu do sótão ao tentar consertar um ar-condicionado. “Gugu não troca a pilha nem do microfone. Ele não sabe. Quanto mais mexer num sistema de condicionamento de ar. Com certeza tem algo além. Pode ter sido uma fatalidade, independente da situação. Mas falar que o cara subiu? Não foi. Ali foi uma situação passional que houve. Independente da situação, que eu sei qual foi, foi uma fatalidade”, disse o ex-Polegar.

O cantor afirma que o real motivo da queda não é segredo entre os artistas que convivam com Gugu: “O mundo artístico sabe. Eu fui um dos primeiros caras a saber o que aconteceu mesmo. Conheço algumas pessoas da família dele. Uma hora a justiça chega”. 

Rafael revelou, ainda, que todos sabiam da bissexualidade do apresentador: “Todo mundo sabia do caso dele com o Thiago Salvático. A família dele sabia. Todo mundo sabia que o Gugu era bissexual enquanto era vivo. Todo mundo sabia. Mas ninguém nunca soltou uma notinha dizendo que ele estava em não sei aonde com não sei quem”. 

Rafael também falou sobre a época em que se envolveu com drogas pesadas: “A fase ruim começou no meio do Polegar.  Eu já tinha experimentado droga. Drogas assim, né? Um baseado… Cheirar cola, benzina… Eu tinha de 12 pra 13 anos. Mas eu só experimentei. Aí parei. Não tinha uma droga de escolha. Mas aos 15 anos, uma namoradinha  mais velha, me ofereceu pó. Aí fodeu. Nunca tinha experimentado cocaína. Experimentei e me viciei logo de cara. Três meses depois eu já tinha tido a minha primeira internação”, lembra ele, que afirma estar ‘limpo’ há 21 anos.

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Na entrevista, ele lembra a época em que foi expulso de casa por conta das drogas e acabou indo morar nas ruas de São Paulo. “Chegou uma hora em que a minha mãe me botou pra fora de casa e eu virei nóia de rua. Virei morador de rua mesmo. Literalmente. Morava aqui debaixo da ponte na Vereador José Diniz com a Roberto Marinho. Morei oito meses embaixo do viaduto. Estava começando a cracolândia ainda. Mas eu nunca fui de usar drogas em grupo”, afirma.

Rafael não culpa ninguém além dele mesmo, pelo caminho tortuoso que trilhou. “A dependência física, emocional e espiritual é muito pesada. É escravidão mesmo. Literalmente. Pedra (crack) foi foda. Virei morador de rua… Minha família era de classe média média. Meu pai era servidor federal, minha mãe é psicóloga. Tive infância, carinho e educação. Entrei nessa porque eu quis. Entrei por curiosidade”, rememora.

Na entrevista, ele também demonstra sua gratidão por Sônia Abrão: “Eu perdi todo mundo. Até a minha dignidade. Graças a Deus e à minha força de vontade, eu consegui sair (das drogas). Foram 13 anos de escravidão. Me internei por 1 ano e 8 meses. Casei, tive meu filho mais velho, que hoje tem 18 anos… Separei, comecei a trabalhar, com dependência de novo… Dez anos depois da minha recuperação eu tive a minha primeira oportunidade na TV com a Sônia Abrão, como repórter do ‘A Tarde é Sua'”.

A entrevista completa você confere no canal ‘Na Real’, a partir das 9h.

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