guerreira!

Esposa de Juliano Cazarré faz desabafo emocionante sobre o primeiro mês da filha caçula

Maria Guilhermina nasceu com uma cardiopatia congênita rara, chamada Anomalia de Ebstein

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Letícia Cazarré, esposa do ator Juliano Cazarré, usou as redes sociais nesta sexta-feira (22) para fazer um desabafo emocionante sobre o um mês de vida da filha caçula, Maria Guilhermina. A pequena veio ao mundo no dia 21 de junho com uma cardiopatia congênita rara, chamada Anomalia de Ebstein, e precisou passar por uma intervenção cirúrgica imediata. Desde então, ela está no hospital se recuperando.

“Um mês no hospital. Um mês! A maior parte dele, dentro de uma UTI neonatal. Nunca imaginei passar por isso. E, contudo, aqui estou. Ou melhor, estamos. Maria Guilhermina tem sido minha companhia, meu norte, meu maior exemplo. Foi ela, e não eu, quem ficou com a pior parte desta jornada”, começou dizendo Letícia.

A esposa do ator, relembrou os primeiros momentos de nascida da menina. “Uma pequena recém-chegada à vida e imediatamente levada dos braços dos pais para o centro cirúrgico. Teve o peitinho aberto e o coração, consertado. Ao invés de voltar para mim, teve como colo um berço mecânico, cheio de fios, apitos e canos ligados direto em seu frágil corpinho”, contou.

Ela continuou: “Quando a vimos pela segunda vez, sua aparência já era bem diferente. Inchada, sedada, lutando pela vida. O que pode uma mãe fazer ao ver sua filha assim, a não ser ajoelhar-se e rezar? Pedir a Deus que a proteja, que a cure e que diminua o seu sofrimento. E, então, ficar de pé ao seu lado, que é o que ela merece”, falou.

Letícia, que ainda é mãe de Vicente, Inácio, Gaspar e Maria Madalena, falou da dificuldade em estar longe dos outros filhos. Todos são frutos de seu casamento com Juliano Cazarré. “Enquanto isso, longe dos meus olhos e braços ficaram os outros quatro filhos. Uma distância que tampouco poderia imaginar, mas que a vida me convidou a enfrentar, por amor. Coração dividido, mas dilatado! E tudo vai ganhando um sentido maior”, escreveu.

E finalizou: “O chamado à maternidade é radical, vocação divina na terra, e por isso mesmo, não pode ser atendido pela metade. É preciso entregar-se de corpo e alma. Estar disposta a amar e a sofrer na mesma medida, porque não existe amor sem sacrifício. Hoje, mais do que nunca, posso dizer com São Paulo: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suportar”.