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EXCLUSIVO Ex-diretor de TV acusa prefeitura de Niterói de se apropriar de projeto em homenagem a Paulo Gustavo

Márcio Tavolari afirmou ter recebido com estranheza a notícia de que duas estátuas de Paulo Gustavo estavam sendo instaladas no Campo de São Bento; prefeitura nega

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Na última segunda-feira (22), o ex-diretor de TV, Márcio Tavolari, afirmou ter recebido com estranheza a notícia de que duas estátuas de Paulo Gustavo estavam sendo instaladas no Campo de São Bento, em Niterói, na mesma data de aniversário da cidade, que completou 448 anos.

De acordo com diretor de TV, em maio desse ano, ele teria apresentado à Secretaria de Cultura de Niterói, um projeto em homenagem ao ator Paulo Gustavo. No pré-projeto, intitulado por ele de Memorial do Riso — Paulo Gustavo, o principal desafio era eternizar a memória de ator e humorista.

“Era um projeto meu encaminhado à prefeitura de Niterói em maio [2021], e os caras sumiram, não me retornaram mais. Triste, pois era [para ser] um projeto muito maior e viabilizado pela iniciativa privada”, revela Tavolari.

Para Márcio, o mais curioso de tudo, é que foi feita uma visita técnica ao Campo de São Bento, que estava em obras, e ele ficou aguardando para uma reunião. Márcio também relata que, de repente, apareceram com um edital ‘escuso’, e que sequer foi dado ampla publicidade.

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“Chegamos a fazer uma visita técnica ao Campo de São Bento, que estava em obras. Ficamos no aguardo da reunião com o secretário de Cultura. Daí fomos surpreendidos com um edital, escuso, que não foi tão divulgado, se apropriando da ideia central do projeto – esculturas, local, QR, e etc… e que beneficiou um artista de Niterói que me falaram que é amigo do secretário de Cultura”, desabafa o profissional.

Tavolari afirma que o prejuízo atinge outras pessoas, pois tinha uma equipe trabalhando no projeto e aguardando autorização para captação junto a iniciativa privada para viabilizar o projeto do tamanho que merecia Paulo Gustavo. “No nosso caso seria uma homenagem grande. Virou uma homenagem pequena, se apropriando da ideia alheia e beneficiando pessoas próximas. Não posso acusar, mas com verbas públicas, acharam um meio de ganhar dinheiro com a tragédia alheia. Pena. Oportunismo puro”, detona o escritor. Na ocasião, Márcio frisa que sequer quis divulgar o projeto, mesmo tendo acesso aos veículos de comunicação.

A coluna procurou a assessoria da Prefeitura de Niterói, que emitiu uma nota negando veementemente que o projeto seja de autoria de Tavolari:

“Desde o falecimento precoce do ator Paulo Gustavo, que sensibilizou todo o país, em 4 de maio deste ano, a cidade de Niterói tem proposto uma série de ações para homenageá-lo. Além de decretar luto oficial por três dias e promover um movimento de “aplausos”, já em 5 de maio a Prefeitura de Niterói colocou no ar uma consulta pública, via Colab. A pesquisa recebeu mais de 34 mil votos para mudar o nome da antiga Rua Cel. Moreira César, em Icaraí, para Rua Ator Paulo Gustavo.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura divulgou outras iniciativas, como a criação de um circuito turístico e cultural com o nome do ator, a colocação de totens com QR codes em 9 pontos turísticos da cidade, locais retratados nos filmes do artista, a produção de placas comemorativas e a instalação de estátuas no Campo de São Bento, também um dos cenários das obras do humorista.

A produção das estátuas, instaladas na ultima segunda-feira (22), dia do aniversario de 448 anos de Niterói, foi amplamente divulgada desde o dia 19 de maio.

A Secretaria Municipal de Cultura confirma que recebeu o e-mail com a sugestão apenas no dia 21 de maio, depois, portanto, de a Prefeitura já ter amplamente divulgado que instalaria as obras no Campo de São Bento”.

Ex-diretor de TV rebate comunicado

Para Tavolari, o comunicado oficial da Prefeitura não comprova a legalidade da homenagem e a instalação das duas estátuas de Paulo Gustavo. Ele cobra a apresentação dos comprovantes, tais como o edital, descritivo do projeto aprovado na Câmara com respectiva data e valores, publicações no Diário Oficial, e clipping com histórico de matérias anteriores ao contato dele, em maio, mencionando as esculturas e totens com QR junto aos veículos de mídia. “Gostaria apenas que a Prefeitura [de Niterói] comprovasse, documentalmente, as afirmações feitas no comunicado à imprensa”, finaliza.

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