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EXCLUSIVO ‘Fantasiosa e fora da realidade’, diz Roberto Carlos sobre acusação de plágio

Defesa do cantor alega que compositora que o acusa de plágio agiu de má fé

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Roberto Carlos se manifestou no processo em que ele é acusado de plágio. Na ação, que teve início em 16 de agosto de 2021, Erli Cabral Ribeiro Antunes pede uma indenização por danos morais ao Rei e ao cantor Erasmo Carlos. Ao apresentar sua contestação, Roberto Carlos alegou a prescrição do processo, já que para reparação civil os fatos prescrevem em 3 anos e a compositora afirma ter ouvido pela primeira vez a música ‘Traumas’, faixa que ela aponta ser plágio de sua composição, em julho de 1971.

Roberto Carlos ainda alega que a narrativa de Erli é completamente fantasiosa e fora da realidade. Além disso, a compositora não teria apresentado qualquer elemento de prova capaz de embasar o seu pedido indenizatório. Cita também que as acusações feitas por Erli são extremamente ofensivas para Roberto e Erasmo, artistas que têm uma carreira de mais de 50 anos e que sempre foram reconhecidos por sua ética e pela correção de seus procedimentos.

Ainda de acordo com a contestação, Roberto e Erasmo foram responsáveis por lançar, ao longo de seu tempo de carreira, uma série de artistas novos e até então desconhecidos. Logo, se os mesmos sempre foram reconhecidos por tal prática, não faria qualquer sentido alegar que teriam “roubado” a obra de Erli. A defesa do Rei diz que ela agiu com tamanha má-fé que foi incapaz de inserir nos autos qualquer link que permitisse ao juízo o acesso à canção que alega ter sido plagiada.

Quanto ao laudo que Erli apresentou, o mesmo foi produzido sem a oportunidade de participação da outra parte e, por conta disso, este seria altamente questionável. O correto seria, portanto, a produção de uma prova por parte de um perito oficial imparcial, indicado pelo juízo e apto a comparar as duas canções.

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Erli é a compositora da obra intitulada ‘Aquele Amor Tão Grande’, que se encontra devidamente registrada na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 03 de fevereiro de 1971. Erli afirma ter gravado a faixa em uma fita K7, em 05 de fevereiro de 1971, para entregar ao Rei Roberto Carlos, junto a uma carta. Entretanto, narra ter sido impedida pelos seguranças do cantor de entregar a fita a ele, mas conseguiu entregá-la a um saxofonista da banda dele, que a prometeu que faria a entrega a Roberto Carlos.

Em julho de 1971, Erli escutou ‘Traumas’, com interpretação de Roberto e indicação de autoria com o parceiro Erasmo Carlos, e notou uma grande semelhança da mesma com a sua composição ‘Aquele Amor Tão Grande’. No processo, Erli pediu que o juiz determinasse a retirada imediata da obra das plataformas Youtube e Spotify. Solicitou ainda a condenação de Roberto Carlos e Erasmo Carlos a indenizá-la por violação de direitos autorais, no valor a ser fixado pelo juiz. Ela também pediu uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil.
 
No último dia 13, a autora da ação pediu a produção de provas à Justiça, na tentativa de achar mecanismos capazes de embasar seus pedidos e comprovar sua narrativa. Foi solicitado então o depoimento do maestro responsável pela elaboração de laudo pericial que ela anexou nos autos, documento que foi questionado por Roberto Carlos. Pediu também a produção de provas documentais para que sejam informados os valores dos royalties arrecadados com a música ‘Traumasé e repassados ao Rei. Ela também quer que a Sony Music seja oficiada para informar o volume de discos vendidos e a arrecadação da música de Roberto Carlos.