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EXCLUSIVO Felipe Neto rebate dono da Havan após empresário citar parcialidade de juiz em briga judicial

Youtuber diz que não existe parcialidade de magistrado que recusou queixa-crime do empresário contra ele por supostos ideais políticos

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

No último dia 24 de maio, a saga envolvendo Luciano Hang e Felipe Neto ganhou um novo capítulo, após o youtuber apresentar sua resposta às acusações do dono da Havan, no processo que o empresário move contra o youtuber. Em um primeiro momento, Felipe afirmou que não haveria de se falar em parcialidade por parte do magistrado titular da 43ª Vara Criminal, Rubens Roberto Rabello Casara, que rejeitou a queixa-crime de Luciano Hang contra ele. O empresário acusou o juiz de ser parcial por conta de seus ideais políticos, que são diferentes dos dele.

Felipe Neto então sustenta que o fato do magistrado ser um crítico do governo Bolsonaro não deveria ser utilizado como argumento para questionar a ética do juiz do caso, que mereceria mais respeito. Ainda segundo Felipe Neto, se tal questionamento fosse admitido, todos os juízes e promotores de justiça que sejam contra o governo atual teriam de ser decretados como parciais.

O influencer também argumenta que Luciano Hang estaria tentando driblar a distribuição do processo via sorteio, buscando escolher um juiz que possua maior afinidade com os ideais que ele divulga. E buscando defender a manutenção da decisão, pontua que a queixa-crime é, de fato, inapta, visto que a mesma não indicou a data da publicação do conteúdo supostamente calunioso. Além disso, Felipe insiste que em momento algum teria praticado o crime de calúnia.

O youtuber afirma que teria apenas reproduzido em tom crítico e indignado alguns fatos que já estavam sendo veiculados por meios de comunicação e difundidos por inúmeros outros brasileiros. Neto pontua ainda que Luciano seria conhecido por defender práticas que teriam sido adotadas pela Prevent Senior, além de ser o responsável por minimizar significativamente a gravidade do coronavírus. Por fim, frisa que diversos veículos de comunicação haviam noticiado que a Comissão Parlamentar de Inquérito suspeitava da participação de Luciano Hang na falsificação da certidão de óbito de sua própria mãe.

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No dia 28 de março, o juiz Rubens Roberto Rabello Casara rejeitou a queixa-crime de Luciano Hang contra Felipe Neto, justificando o entendimento de que Felipe Neto em momento algum atribuiu a Luciano a prática do crime de falsidade ideológica, logo, não teria configurado o crime de calúnia. Na prática, Felipe teria apenas especulado ou narrado um fato, sem ter apresentado a consciente vontade de caluniar. Além disso, a queixa-crime teria sido omissa em relação à data em que a ação criminosa teria ocorrido, bem como não teria informado a data em que o empresário tomou ciência dos fatos.

Na queixa-crime que abriu contra Felipe Neto, Luciano Hang acusa o influenciador digital de ter cometido contra ele o crime de calúnia, a partir da afirmação de que ele teria atribuído a Luciano a prática do crime de falsidade ideológica, pois teria falsificado o atestado de óbito de sua mãe, Regina Hang.

Todo imbróglio teve início após uma informação apresentada na ‘CPI da Pandemia’, sobre um hospital administrado pela Prevent Senior, que teria sido palco para uma série de falsificações de atestados de óbito. As investigações apontavam que hospitais desta rede privada de saúde teriam realizado um estudo com o chamado ‘kit covid’, mas sem o consentimento dos pacientes e de suas famílias, notificando assim um o número menor de mortes que ocorreram em suas unidades.

Teriam sido formulados atestados de óbito com informações falsas e, dentre tais documentos, estaria um pertencente à Regina Hang, a mãe de Luciano. O que. empresário alega é que Felipe Neto, ao comentar o caso, teria imputado a Luciano, de forma mentirosa, a prática de um fato criminoso (falsidade ideológica).

O comentário de Felipe Neto que levou Luciano Hang a abrir queixa-crime contra o youtuber (Reprodução)