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EXCLUSIVO Foliões reclamam de bagunça para comprar ingressos pro carnaval

Falta de informação por parte da organização do evento tem deixado todo mundo revoltado

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Se várias pessoas estão animadas e curtindo o, enfim, carnaval e os desfiles das escolas de samba, outras não estão tendo o mesmo entusiasmo. Esta coluna recebeu uma série de reclamações de foliões que não conseguiram comprar ingressos de arquibancada para assistir os espetáculos na Sapucaí. 

E não faltam motivos para as reclamações. Um deles é a falta de informação geral por parte da organização do carnaval do Rio, que acaba deixando todo mundo revoltado. Foi assim que Michael Martins se sentiu ao tentar realizar a compra. 

“Fui até a Sapucaí, tentei ir ao Setor 11, onde os ingressos estavam sendo vendidos. Ao chegar lá hoje à tarde, soube que os ingressos seriam vendidos na Rua da Alfândega, 25. Nos deparamos com uma fila gigantesca para compra e retirada”, começou contando para esta coluna.

“Após permanecer por duas horas na fila, fomos informados que os ingressos de meia entrada não seriam vendidos mediante apresentação de declaração, carteirinha da faculdade ou boleto bancário. Estavam aceitando apenas carteirinha emitida pela UNE (União Nacional dos Estudantes). As funcionárias, inclusive, orientavam que a gente pagasse o valor da carteirinha, no site da UNE, depois receberíamos a numeração provisória. Algumas pessoas realizaram o pagamento de 47 reais, mas não receberam qualquer documento provisório”, explicou Michael, que ainda disse que acabou não conseguindo realizar a compra que queria e foi embora revoltado.

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Thiago Bragança também passou por uma situação semelhante. O rapaz contou as dificuldades para realizar o pagamento dos ingressos. “No site não tem nenhuma informação de que, comprando lá, só aceita pagamento em dinheiro, e quando vai pagar em dinheiro, eles dizem que aceitam pix. Só que em pix, você só pode pagar acima de mil reais”, falou.

“Ou seja, se eu quisesse comprar um convite acima de mil reais, eu ia pra um camarote, né? Eu não ia pra uma arquibancada. Então, é inviável uma pessoa pobre comprar convites pra assistir um desfile”, continuou contando.

Thiago falou da humilhação que as pessoas acabam passando para tentar curtir o carnaval. “Nos arredores não tem nenhum caixa eletrônico, aí você tem que sair dali e andar mais não sei quantos mil metros pra achar algum lugar e voltar pra comprar. Ou seja, é humilhante você ter que comprar um convite pra assistir qualquer dia de desfile que você queira. No primeiro dia de desfile, as arquibancadas estavam vazias. Pobre não tem vez pra essa cultura”, finalizou.

Procuradas por esta coluna, as assessorias da RioTur e da LIESA não retornaram até o fechamento da matéria.