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Abre o coração

‘Fui reduzida a insultos e perseguições’, desabafa Luciana Gimenez

Apresentadora faz um relato emocionante sobre as dificuldades que já enfrentou e ainda enfrenta na vida

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Luciana Gimenez volta e meia abre o jogo sobre desafios que teve ao longo da sua vida. Nesta sexta-feira (15), ela resolveu falar sobre machismo e também a falta de sororidade. Sim, a apresentadora já foi vítima dessas situações e teve as suas conquistas reduzidas.

“Você que me vê e pensa: ela é rica e famosa, tem a vida perfeita!
Não, não tenho. Desde o dia 1, quando anunciei minha gravidez, fui reduzida a insultos e perseguições. Criaram histórias, me imputaram fatos e fui taxada de nomes que ninguém gostaria de ouvir. Fui perseguida literalmente até o outro lado do mundo. Fui um pedaço de carne jogada aos lobos sedentos por sangue”, começou Luciana falando da gravidez do filho mais velho, Lucas Jagger.

O rapaz, que no mês que vem completa 23 anos, é fruto de um relacionamento que Luciana já contou ter durado quatro anos. “Primeiro fui chamada de interesseira, mas quando investi numa carreira televisiva deram um jeito de me diminuir e até hoje, 21 anos depois, não aceitam que estou aqui pelo meu talento e não pelo fato de ter tido um filho ou casado com alguém. Para quem não sabe eu fiz teste para o ‘Superpop’, inclusive com outras pessoas espetaculares que hoje estão em outras emissoras e a final foi através do voto popular, pessoas ligando para votarem. Mas não, preferem reduzir minha carreira a figuras masculinas. Sou mais do que meus relacionamentos, aceitem ou não, essa é a verdade”.

Luciana destacou que sempre lutou para ter seu próprio dinheiro e que, hoje, aos 52 anos de idade, também recebe críticas ‘pela falta de senso’ ao namorar homens mais novos. Antigamente, o problema era justamente o contrário. Os relacionamentos com os mais velhos serviam para ela ‘tirar proveito’. “Como é difícil tentar agradar as pessoas e sabe por que algumas pessoas não querem seu bem? Porque o ser humano prefere julgar, descontando suas frustrações no outro. A gente precisa se sentir bem na própria pele, logo, devemos seguir o que queremos, mesmo sob as críticas, porque elas virão e é assim que tenho vivido minha vida”, admitiu ela.

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Luciana ainda fez um reflexão sobre o machismo. “A idade define caráter ou limita o que te dá prazer? Não! Mas existe um machismo na sociedade em que vivemos que o homem quando fica mais velho é como o vinho, só melhora, já a mulher é comparada a um maracujá, merece o ostracismo.
Não. Não podemos aceitar isso, não podemos permitir que atinjam nossa autoestima, não podemos permitir que nos coloquem em caixinhas limitadoras. Nunca fui tão feliz como agora, nunca estive tão em paz com meu corpo e meu caráter como agora”, pontuou a apresentadora.

No final, ela ainda desabafou. “A minha história sempre foi espalhada para o grande público, com grandes pitadas de maldade, machismo e fake news. Sempre foi algo do tipo “dane-se a saúde mental dela, queremos o espetáculo.Vejo isso acontecer até hoje, em sua grande maioria, com mulheres. Basta! Não são só fantoches, são vidas, que muitas vezes acabam dilaceradas internamente e criam feridas que serão carregadas para sempre, única e exclusivamente porque alguns tratam como entretenimento. Eu convido você a refletir quantas vezes você diminuiu, feriu e destruiu a autoestima e a saúde mental de uma mulher falando da vida dela”, finalizou ela.