ERRO TÉCNICO

Globo comete gafe em Pantanal ao deixar escapar Jove comendo com o prato vazio

Telespectadores perceberam que o personagem de Jesuíta Barbosa levava o garfo até a boca sem nenhum alimento

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Um momento do capítulo desta sexta-feira (30) de “Pantanal” repercutiu nas redes sociais após alguns telespectadores notarem um erro de continuidade. Na cena, Jove (Jesuíta Barbosa) termina de comer um omelete e segue fazendo movimentos nos talheres, mas com o prato vazio. 

O filho de Zé Leôncio apareceu como se estivesse cortando e levando o garfo até a boca sem nenhum alimento. Em outra tomada, um novo pedaço de omelete aparece no prato do personagem instantaneamente. 

No Twitter, internautas se divertiram com a gafe. “Como eu via no Vídeo Show, geralmente o próprio ator pega e coloca a comida ali da mesa no prato ele, provavelmente achou que no ângulo de câmera não daria pra ver e ninguém avisou o ‘pobi'”, disse um. 

“A Globo não cometeu gafe ao mostrar personagem comendo com o prato vazio em ‘Pantanal’. A Vênus Platinada mostrou o que hoje é a realidade de uma parcela substancial dos brasileiros”, escreveu outro.

Seguindo o politicamente correto, diretor de ‘Pantanal’ veta nudez gratuita em novela

O diretor de ‘Pantanal’, Walter Carvalho, falou sobre as diferenças entre a atual e a primeira versão da novela, exibida em 1990, e destacou as mudanças a partir do politicamente correto. Segundo ele, não há mais espaço para ignorar as questões de de sexualidade, gênero, etnia, crença nas produções artísticas. Walter destacou ainda o motivo da “falta de nudez” na trama.

“Vivemos em uma era na qual ser politicamente incorreto se tornou inadmissível. Qualquer produção artística, portanto, deve respeitar questões de sexualidade, gênero, etnia, crença. Do contrário, fracassa. Essa é uma diferença essencial para as produções de antigamente”, falou Walter Carvalho em entrevista para a ‘Veja’.

Questionado sobre como o politicamente correto se reflete no ‘Pantanal’ de hoje, o diretor respondeu: “Não tem como fazer dramaturgia sem beijo, amor, paixão, sexo. Mas a nudez na versão de 1990 era tratada de outra forma. Em nossa trama, nenhum personagem fica sem roupa gratuitamente, como um objeto. A nudez que vale agora é a poética, aquela que faz sentido para a história”.