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Opinião

Após demissões, estaria a Globo perdendo seu poder?

Por que abrir mão de nomes tão poderosos sabendo que eles podem ir para a concorrência? A resposta para essa pergunta e bem simples: autoconfiança

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

O mercado de televisão tem se mantido em alerta a cada demissão ou desligamento que acontece na Globo. Estaria a maior emissora do país perdendo seu poder? Por que abrir mão de nomes tão poderosos sabendo que eles podem ir para a concorrência? A resposta para essa pergunta e bem simples: autoconfiança.

Por toda sua história ao longos dos anos, a emissora da família Marinho entendeu que tem a faca e o queijo na mão e, ao contrário de outras administrações como a de Boni, Marluce Dias e até recentemente Silvio de Abreu, que davam poder as estrelas da casa, a atual administração perdeu qualquer receio e mostra que não é mais refém de grandes nomes e salários como os atualmente desligados pela emissora.

Ao contrário de Tony Ramos – que sempre foi um trabalhador dos mais aplicados, estando quase em uma produção e justificando seu salário – nomes como Bruna Marquezine, Camila Pitanga, Grazi Massafera, Camila Queiroz, entre outros, geram um gasto muito alto para o retorno que geravam ao longo dos anos. Tais celebridades, como outras demitidas, sempre faziam várias exigências para estarem no ar, sempre vinham com o papo de que após cada trabalho precisavam descansar a imagem e negavam papeis um atrás do outro. Durante as negociações, seus escritórios faziam a Globo sangrar até conseguirem tudo o que queriam. Até certo tempo esses empresários eram bem quistos na Globo. Hoje, a regra é que eles sejam impedidos de negociar direto com a emissora, já que as celebridades são as contratadas.

O caso de Camila Queiroz veio exemplificar tal atitude de descontrole da classe empresarial que se colocava num pedestal imaginando ter a rede Globo aos pés, mas a surpresa veio quando, estando refém, o executivos globais gritaram mais alto, demitiram uma de suas estrelas ainda em gravação de um produto importante e fizeram algo que raras vezes, para não dizer pela primeira vez, fizeram: vieram lavar roupa suja em público, trazendo ao telespectador tudo que estava acontecendo nos bastidores.

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Nomes como Silvio de Abreu, que foi para o streaming e pensa em montar um banco de atores para HBO, não geram qualquer desconforto para Globo, pois a emissora sabe que as grandes marcas, mesmo que seja por enquanto, ainda preferem as emissoras abertas. No Brasil, o mercado publicitário ainda vê na Rede Globo e quem está nela, a melhor forma de investir seus recursos. Os maiores veículos de divulgação ainda estão sob o guarda-chuva do grupo Globo – leia- se revistas, jornais, portais, programas de rádio e TV e uma infinidade de meios de comunicação. Ou seja: se o grupo decidir que não irá divulgar nenhuma produção ou celebridade que seja sua, não há rede social privada que vá dar a mesma visibilidade para tais atores ou a produções de streamings.

Silvio é como a rainha da Inglaterra: finge ter poder e status, mas não tem poder algum. Ao contrário do que se pensa, o primeiro passo da demissão sempre parte da emissora que, em demonstração de gratidão, deixa o futuro demitido escolher se quer que no anúncio público seja dito que a celebridade preferiu se desligar da emissora ou que foi demitido.

Tomara que os streamings como HBO, que quer montar um banco para dramaturgos e atores, ou Netflix, assim como Amazon, tenham uma caixa de Pandora cheia de dinheiro, pois a faca que estava no pescoço da Rede Globo, agora passa a estar no pescoço de cada aplicativo que superestima o salário de tais atores para tê-los em suas produções.

As cartas foram lançadas e vamos ver quem vencer esse jogo de pôquer mortal iniciados pelos streaming no Brasil, já que eles precisam dos grandes nomes e a Globo entendeu que pode ter o mesmo sucesso e criar novos nomes e a um custo bem mais baixo.

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