documentário

Glória Perez se emociona ao relembrar vandalismo em túmulo da filha Daniella

'Você não tem respiro, não tem paz nem ali', disse a escritora

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Nesta quinta-feira (28), foram liberados os últimos episódios do documentário ‘Pacto Brutal’, que conta detalhes da morte da atriz Daniella Perez, filha da escritora Glória Perez. Em um momento do quarto capítulo, Glória Perez relembrou o vandalismo no túmulo da filha que, por diversas vezes, foi pichado, além de sofrer várias tentativas de destruição.

“Desde que o fato aconteceu, praticamente há cada duas semanas, a gente era chamado porque tinham tentado abrir o túmulo [onde estava Daniella Perez] (…) Você não tem respiro, não tem paz nem ali no túmulo”, falou a escritora no quarto capítulo da série.

Após as diversas tentativas de destruição, a família decidiu retirar o corpo de Daniella Perez do local e compraram outro túmulo próximo à administração do cemitério. Glória relembrou que, ao realizarem a exumação para a troca de local, ela cismou que aquele não era o caixão da filha e insistiu para que ele fosse aberto.

“Tinha uma cor diferente e eu comecei a cismar que não era o caixão dela, que tinham trocado. Eu dizia: ‘Não é! Abre! Eu quero ver se é ela’. Gritei tanto que eles abriram. Eu me joguei lá em cima do caixão e olhei e vi que era ela”, contou.

Glória Perez ainda destacou ter visto a filha com a mesma aparência de quando foi enterrada. “Não vi nada. Só vi ela. E vi igualzinha como no dia que eu enterrei. Igual”, disse ela que completou: “Eu lembro de ter dito pra Sandra: ‘Ela tá igualzinha’ e a Sandra disse: ‘Não, não está’. Eu disse: ‘Está, eu vi!’ e eu nunca mais falei sobre isso e nem quero falar. Eu vi igualzinha”.

Após isso, as ameaças de destruição não pararam. Glória, então, contou que decidiu mover os restos mortais da filha para um cofre na Santa Casa, antes de levá-lo para um outro local. Ao relatar a situação, a autora relembrou que se surpreendeu ao perceber como estava segurava a urna com os ossos da filha.

“Eu fiquei sentada na cadeira com a urna, enquanto eles cuidavam dos papéis. E quando eu vi, eu estava embalando a urna, porque era ela, mesmo naquela forma, era ela”, disse Glória emocionada, fazendo movimento de quando alguém segura um bebê no colo.

Glória ainda disse que o fato aconteceu nos últimos dias do ano de 1999 e destacou como tudo foi muito sofrido, já que o réveillon dos anos 2000, era um momento em que todos idealizavam. “A minha geração sempre fantasiou como estaríamos nos anos 2000 e a Dani também. E ela passou o ano 2000 no cofre da Santa Casa”, finalizou.