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EXCLUSIVO ‘Injustiça e humilhação me tiram do sério’, revela Alex Escobar

Apresentador estreia no ‘Fantástico’ depois de mais de 13 anos na Globo

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Alex Escobar está há 13 anos na Globo e apresentar o ‘Fantástico’ nunca tinha passado pela cabeça do jornalista que foi comissário de voo e locutor de rádio antes de chegar à televisão. O convite para substituir Tadeu Schmidt no tradicional quadro dos ‘Gols do Brasileirão’ o pegou de surpresa, mas também trouxe um certo orgulho uma nova empolgação. “O que passou na minha cabeça quando eu soube do convite?: ‘Puxa vida! Que legal. Olha só onde eu cheguei’. Fiquei super feliz”, contou à coluna.

Aos 47 anos, torcedor do América e amante do Carnaval, Escobar vai ser enredo da Acadêmicos da Abolição, uma escola de samba do Grupo C da folia carioca, sonha ter netos, diz que não é um homem ansioso e que tenta entender, todos os dias, que o próximo dia pode ser possa ser o último. “A gente tem que se importar pouco com coisas pequenas, que se vive o dia a dia”.

Como foi e o que passou de imediato na sua cabeça quando foi convidado para assumir a apresentação dos gols do ‘Fantástico’ ?
A comunicação foi bem informal com um dos meus diretores chegando na redação, me cercando e aí ele falou: ‘olha, você vai para o ‘Fantástico’. Imagina a minha reação! Quando você chega e trabalha na TV Globo, uma empresa com tantas possibilidades, mas o ‘Fantástico’ é uma possibilidade longe, distante. Eu considero, acho que todo mundo considera, um dos principais produtos da casa, um programa super respeitado e de grande credibilidade e os com os melhores profissionais. O que passou na minha cabeça quando eu soube do convite?:’ ‘Puxa vida! Que legal. Olha só onde eu cheguei’. Fiquei super feliz.

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Você disse  uma vez que gostava do contato direto com o público como era o ‘Cafezinho do Escobar’. Pensa em fazer algo assim? Tem alguns planos ou ideias que pretende levar à direção do ‘Fantástico’?
Estou chegando agora no ‘Fantástico’. É o começo de uma relação e se não me engano, a gente tem mais quatro domingos até o final do ano. São mais só três rodadas do Brasileirão e a final da Copa do Brasil. Não é o momento de fazer grandes planos.Quando o ano virar aí sim, nós vamos sentar para conversar  sobre novos projetos e ver a possibilidade de viabilizar a produção nas ruas. Tem ainda a questão da pandemia e quem sabe no futuro. Eu adoro qualquer projeto que envolva rua e esse contato direto com o público. Se surgir um projeto como esse, eu vou abraçar com o maior carinho.

Como tem sido a recepção do público nas ruas depois do anúncio?
A recepção foi a melhor possível não só do público como da própria equipe e a começar pelo Tadeu Schmidt, que me mandou uma  mensagem super legal quando soube que seria eu o seu substituto. Foi carinhoso e receptivo no processo de me passar as coisas e como funciona o processo dos  domingos. Estou me sentindo abraçado e acarinhado pelas pessoas, que estão ajudando a viver o meu  sonho.

Qual é a sua expectativa com relação ao Globo Esporte?
Levar o Globo Esporte adiante e fazer acontecer também no ‘Fantástico’.

Você tem a pretensão de um dia sair do jornalismo e ser apresentador de um programa da linha de shows?
Não penso nisso. Não é que eu não faria ou não aceitaria porque na verdade, eu não tenho projeto para isso. Não é uma coisa que eu pense ou tenha um projeto pronto para apresentar. Não tenho nem sonho, mas, é claro, que se tivesse um programa que tivesse a ver comigo ou que a empresa entrasse em um comum acordo, eu faria. No dia a dia, isso não passa pela minha cabeça.

Qual o programa que você assiste que pensa: ‘esse é a minha cara’?
Globo Esporte (gargalha)

O que te faz perder a esportiva? O que te tira do sério?
É difícil eu perder a esportiva ou sair do sério, mas quando eu vejo alguém sendo humilhado na minha frente, é complicado. Ver uma pessoa usar um cargo ou uma situação superior para humilhar alguém, me tira muito do sério. Injustiça e humilhação me tiram do sério

Você jura que torce pelo América e deve ser um dos torcedores, que as pessoas brincam que cabem em uma kombi. Você não tem mesmo nenhum outro time que tem simpatia ou é aquela coisa: ‘prefiro omitir’?
Eu juro que torço pelo América desde criança. Tem essa brincadeira da kombi e eu tenho o meu cantinho garantido ali. Nesse tempo tudo que eu estou no Globo Esporte [12 anos], eu acompanho muito os times cariocas e faz muito parte do meu trabalho torcer para um clube do Rio e o sucesso do GE. Mas, agora com os cavalinhos, essa torcida vai se expandir e eu vou torcer pra gente falar sempre de coisas boas e ter alto astral sempre no quadro. Vou torcer por grandes façanhas para quem mereça e poder brincar com os cavalinhos no ‘Fantástico’. Mas, o meu time é o América.

Vamos falar de outra da sua grande paixão que é o Carnaval, como anda o seu envolvimento com a direção da escola Acadêmicos da Abolição, que vai homenagear você em 2022, no Grupo C do carnaval carioca, na Intendente Magalhães.
Foi um presentão e eu nunca pensei em ser um enredo de uma escola de samba. A direção da Acadêmicos da Abolição fez uma pesquisa irretocável da minha vida, de sentar na mesa para conversar e não ter nada para acrescentar. Foi a primeira grande homenagem! O carinho que eles tiveram com a pesquisa da minha vida foi incrível. Eu tenho falado com a escola direto e no dia 4 de dezembro tem a grande festa do lançamento do enredo, do samba e nós estamos bem juntos até o dia do desfile na Intendente Magalhães. Eu estou muito feliz.

Só pode escolher uma opção: carnaval ou futebol?
Caraca… Precisa? Uma puxa outra e, inclusive algumas escolas nasceram de times de futebol como aconteceu com a Mocidade de Padre Miguel, que é a escola do meu coração. Não dá pra escolher.

Como anda a sua relação com seus filhos depois daquela confusão de dois anos atrás?
Prefiro não falar até para atender um pedido do meu filho.Não toque nesse assunto e eu respeito.

‘Ah, ah, ah, a careca de Escobar’ pegou e foi um hit. Levou na boa mesmo?
A história é o seguinte. Eu estava trabalhando em um jogo, Bangu x Goitácas, porque teve uma época no Globo Esporte que a gente acompanhava alguns jogos dos clubes menores para mostrar as peculiaridades dessas partidas. O jogo tinha acabado e eu entrevistava o técnico Marcão, que hoje é treinador do Fluminense e no alambrado do estádio quatro, cinco meninos se juntaram e começaram a cantar: ‘ah, ah, ah… a careca do Escobar’. O cinegrafista teve a sensibilidade de virar a câmera pra eles, eles se animaram mais ainda  e colocamos na edição da matéria. Ganhou corpo (gargalha). Levei na boa e não me incomoda de jeito nenhum. Eu sou um cara super resolvido com a minha careca. Não só com a minha calvície como com todas as outras questões. Tenho muito claro na minha cabeça que ninguém vai atingir a perfeição. Não tenho essa pretensão e acho graça dos meus defeitos. Se é que minha carequinha é um defeito. Acho que não é. Ela é um charme.

Um sonho que pretende realizar?
Eu quero ter netos. Eu tenho quatro filhos e quero muito ter netos. Quero um dia tirar fotos bem de vovozão com mais ou menos uns 90 anos e os filhos, netos e bisnetos. Todo, todos abraçados e sorridentes. Quero ter um quadro para colocar na parede com toda a minha família.

Se não fosse jornalista, seria…
Comissário de voo, que foi a minha profissão anterior. Como todo garoto, eu já sonhei ser jogador de futebol, não tinha tanto talento para isso. Já sonhei ser ator e cantor, nesses devaneios que todo mundo tem, mas eu seria mesmo comissário.

Quem é Alex Escobar?
Sou eu (risos). Alex Escobar é um cara de hábitos simples, pensa em um passo de cada vez, não faz planos, não é ansioso e tenta entender, todos os dias, que o próximo dia pode ser possa ser o último. A gente tem que viver com alegria e se importar pouco com coisas pequenas, que se vive o dia a dia.

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