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Preconceito

Juliana Caldas reclama de filme de Leandro Hassum e Juliana Paes

Atriz diz que ‘Amor Sem Medida’ aborda o tema nanismo com preconceito: ‘ não dá mais para aceitar’

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

A atriz Juliana Caldas resolveu fazer um desabafo nas redes sociais depois de assistido ao filme ‘Amor Sem Medida’, protagonizado por Leandro Hassum e Juliana Paes, já disponível em uma plataforma de streaming. No longa, o ator é um médico com nanismo e a trama se desenrola a partir do romance com uma linda mulher, interpretada pela estrela global.

Juliana, intérprete de Estela em ‘O Outro Lado do Paraíso’, de Walcyr Carrasco, criticou a atitude dos produtores de diminuiu a altura do ator com computação gráfica e taxou de preconceito. Juliana tem nanismo. Estou aqui gravando esse vídeo para falar sobre um filme. Na verdade, para dar a minha opinião sobre um filme que está na Netflix, um filme brasileiro que aborda o tema nanismo. Nossa, bacana! Só que não…”, começou ela.

“Primeiro porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… o ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia”, desabafa já começando a chorar

Juliana cobrou representatividade e, principalmete, respeito.“Não dá mais para aceitar hoje mais um filme que faz você sentar e rir disso, rir dos outros, rir da condição do outro, sabe? No caso, né, da deficiência do nanismo. O nanismo é considerado uma deficiência. Aí você rir disso hoje em dia não dá mais para aceitar”, explico a atriz que não conseguiu assistir o filme inteiro devido à falta de empatia da produção

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Ela lembrou e comparou como o tema do nanismo foi abordado na novela da Globo, em 2017. “Não se dava margem e abertura para você rir disso. Pelo contrário. Se dava abertura de você questionar, sim, sobre muitas coisas e para pensar o quanto isso fere o próximo. Você é chamado de monstrengo, você comparando ou infantilizando a pessoa com nanismo”, concluiu a atriz.