Fechar

EXCLUSIVO Justiça condena psicóloga que difamou Pugliesi a indenizá-la em R$ 40 mil

Após condenação criminal, influenciadora foi buscar indenização na esfera cível

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Gabriela Pugliesi foi novamente à Justiça contra a psicóloga Marionita Gonçalves Dias, após a profissional ter realizado publicações em sua página oficial no Instagram que, segundo sustentam os advogados da influencer, atingiram a integridade moral dela com intuito de difamá-la. A conduta da psicóloga resultou em um processo criminal, no qual ela foi condenada e, agora, Pugliese abriu uma ação cível contra Marionita, visando que ela seja condenada a indenizá-la por danos morais e materiais.

Neste novo processo, Gabriela Pugliesi pediu indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil. Em relação aos danos materiais, solicitou que fossem observados os gastos que teve com assessoria jurídica no processo criminal. Ela também pediu o ressarcimento do valor referente ao contrato que teria perdido em virtude dos ataques de Marionita, no valor de R$ 40 mil. Após calcular os gastos com advogados, com o processo criminal e com o contrato perdido, a indenização pedida por danos materiais ficou no valor de R$ 66 mil. O valor total da causa é de R$ 116.684,83.

Marionita se manifestou nesta ação e apresentou sua contestação. O primeiro argumento levantado por ela foi relacionado à sentença do processo criminal, que não reconheceu a possibilidade de continuidade da causa em esfera cível. Já em relação aos ataques contra Pugliesi, a psicóloga sustenta que nunca inventou fatos sobre a influenciadora. Ela diz que apenas comentou fatos que já haviam sido levados ao conhecimento do público através de materiais jornalísticas. Alega ainda que o mais correto seria que Gabriela fosse atrás das mídias que geraram, de fato, tais comentários, não atrás daqueles que apenas os reproduziram.

A psicóloga cita, ainda, o fato de Gabriela ser uma pessoa pública, estando claramente disposta a se submeter de forma severa e intensa ao crivo da opinião pública. Ela também alega que a influenciadora estaria se valendo do Judiciário como se fosse uma ferramenta voltada para calar e silenciar todos aqueles que pronunciassem ideais contrários aos seus.

Continua após a publicidade

Além disso, as alegações de Pugliesi seriam exageradas, visto que seria difícil acreditar que ela teria o poder de danificar a imagem de uma grande personalidade da mídia com mais de quatro milhões de seguidores. Quanto aos danos materiais, Marionita diz que estes não foram comprovados, já que Gabriela não apresentou qualquer prova capaz de configurar dano propriamente material.

Em primeira instância, na sentença do último dia 6 de maio, o juízo entendeu que o dano moral decorrente da injúria praticada por Marionita seria evidente. A magistrada Melissa Bertolucci chegou à conclusão de que a psicóloga teria feito muito mais do que reproduzir o conteúdo de matérias jornalísticas veiculadas, à época, sobre a musa fitness. Ficou claro que os comentários feitos por Marionita tinham o evidente intuito de ofender e humilhar Gabriela. A magistrada justifica ainda que foram causados, portanto, sentimentos de dor, sofrimento e humilhação.

Pelos danos morais, a juíza os fixou no montante de R$ 40 mil, por entender que esse valor seria suficiente para confortar Pugliesi e coibir comportamentos similares aos da psicóloga. Quanto aos danos materiais, em contrapartida, a juíza entendeu que os mesmos não existiram, pois Gabriela faz menção a um contrato que teria perdido por causa de Marionita, mas sequer identifica tal documento. Além disso, as alegações da influencer que embasam o pedido de dano material não encontram respaldo na realidade e não vieram amparadas por provas.

Após a divulgação da sentença, Gabriela Pugliesi apresentou Recurso de Apelação no último dia 23. O primeiro argumento era relacionado aos danos morais, que foram fixados em valor inferior ao que ela havia pedido, sem que a magistrada justificasse o porquê de tal decisão. Em relação ao contrato que Pugliesi teria perdido, a musa fitness ressalta o fato de que Marionita confessou estar envolvida no imbróglio, o que consta como prova no processo criminal.

Sendo assim, a influenciadora alega que a magistrada se equivocou ao afirmar que o contrato não teria sido identificado e que não existiriam provas de sua desistência em virtude dos ataques de Marionita. Ela também alega que teria, sim, comprovado os gastos com o andamento do processo criminal e pede que os danos materiais sejam reconhecidos e fixados no valor solicitado por ela na Petição Inicial, bem como que os danos morais sejam acrescidos em R$ 10 mil.

Segundo Gabriela Pugliesi, os ataques de Marionita teriam ultrapassado as ofensas nas redes sociais. A musa fitness alega que a psicóloga chegava a ligar para empresas tentando convencê-las de que não deveriam fechar parcerias ou contratos com a musa fitness, afirmando, inclusive, que Gabriela era bulímica e que incitava a prática da bulimia às suas seguidoras. Além disso, chegou a afirmar que o então marido de Pugliesi, Erasmo Viana, seria homossexual.

A influenciadora também foi chamada de devedora e sonegadora de impostos. E para coroar a série de agressões, a psicóloga disse que Pugliesi seria uma usuária assídua de drogas. De forma geral, as acusações feitas por Marionita fizeram com que a musa perdesse inúmeros contratos, impactando negativamente em sua vida profissional e saúde financeira.