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Saudades

Laudo definitivo com causa da morte de Paulinha Abelha é divulgado pela família

A cantora faleceu no dia 23 de fevereiro, aos 43 anos

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Wanderson dos Santos Nascimento, advogado da banda Calcinha Preta e de Clevinho Santos, viúvo de Paulinha Abelha, enviou para a ‘Quem’ o laudo definitivo da causa da morte da cantora. Ela faleceu no final de fevereiro, em Aracajú, no estado de Sergipe, aos 43 anos.


Clevinho contratou uma assessoria médica para analisar todos os prontuários e laudos médicos de Paulinha, enquanto ela esteve no hospital, para chegar a um laudo definitivo sobre o que a matou. A certidão de óbito da cantora apontou quatro causas: meningoencefalite, hipertensão craniana, insuficiência renal aguda e hepatite.


De acordo com o site, no documento consta que “o óbito da paciente ocorreu devido a um processo infeccioso no Sistema Nervoso Central, conforme consta na Certidão de Óbito, e não decorrente de Intoxicação Exógena medicamentosa”.

Ainda segundo o documento, as lesões renais apresentadas pela artista não têm relação com o uso de medicamentos. Além disso, durante a internação nos hospitais Unimed SE e Primavera, não foi evidenciado a presença de conduta médica inadequada. 

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“Não foi evidenciado a presença de conduta médica inadequada durante sua internação Hospitalar (Hospitais UNIMED ou Primavera). O tratamento instituído pelos citados Hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, porém, houve uma rápida evolução para o óbito. Os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera) não causaram lesões e/ou intoxicação na paciente, ou seja, não existe nexo causal entre os medicamentos prescritos e o evento óbito”, afirma o médico perito.

Paulinha Abelha morreu no dia 23 de fevereiro, após duas semanas de internação. Ela começou a passar mal ainda em São Paulo, após turnê com a banda Calcinha Preta, e precisou ser internada no dia 11 de fevereiro.

Daniel Diau se emocionou cantando a música ‘Paulinha’

Nesta quarta-feira (30), a banda Calcinha Preta participou do programa ‘Encontro’ com Fátima Bernardes e arrancou lágrimas dos fãs do grupo. Enquanto cantava a música ‘Paulinha’, Daniel Diau se emocionou muito e não conseguiu concluir o refrão que fala o nome da ex-companheira de vocal, Paulinha Abelha. A cena acabou repercutindo muito nas redes sociais.

Em entrevista para esta coluna, o cantor abriu o coração sobre a emoção que sentiu naquele momento. “Cada show é uma emoção, né? Saudade que bate… E a emoção foi muito forte. Foi quando eu tava vendo a foto dela, os vídeos dela, vi o esposo dela falando ali…”, explicou ele, se referindo à uma homenagem que o programa fez para Paulinha.

“Vem sempre a emoção, vem sempre saudade. Fica um vazio. Não tem como em todo show não se emocionar. Ainda mais cantando essa música [Paulinha] que foi homenagem exatamente pra ela, foi a que marcou na carreira dela também, a música chamada ‘Paulinha'”, continuou.

Confira o laudo médico enviado para a ‘Quem’:

“O presente parecer médico teve como objetivo apurar qual a patologia que motivou a internação e culminou com o evento morte da paciente Paula de Menezes Nascimento Leca Viana. De acordo com a documentação analisada, as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com uso de medicamentos. Baseado nos documentos médicos analisados, a lesão hepática não possui nexo causal com os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera). Exames realizados (Liquor) evidenciam uma infecção em Sistema Nervoso Central, com a celularidade demonstrando a hipótese diagnóstica de uma Meningite.


Não foi evidenciado a presença de conduta médica inadequada durante sua internação Hospitalar (Hospitais UNIMED ou Primavera). O tratamento instituído pelos citados Hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, porém, houve uma rápida evolução para o óbito. Os medicamentos prescritos pela Clínica Cavallaro e durante a internação Hospitalar (Hospitais UNIMED e Primavera) não causaram lesões e/ou intoxicação na paciente, ou seja, não existe nexo causal entre os medicamentos prescritos e o evento óbito.


Não há elementos para concluir que uma intoxicação alimentar desencadeou a patologia da paciente, porém, intoxicações alimentares podem causar lesões renal, hepática e cerebral, culminando em alguns casos com o óbito do paciente dependendo da gravidade da doença e a virulência do agente patológico. Não há elementos para estabelecer se a procura antecipada por atendimento médico neste caso poderia conter a evolução da doença. 

Contudo a procura rápida por atendimento médico é na maioria dos casos o ideal para obter sucesso em um tratamento médico, porém, a evolução da patologia apresentada pela paciente foi rápida e incontrolável evoluindo ao óbito. 

O óbito da paciente ocorreu devido a um processo infeccioso no Sistema Nervoso Central, conforme consta na Certidão de Óbito, e não decorrente de Intoxicação Exógena medicamentosa. 

São Paulo/SP, 31 de março de 2022. Dr. Nelson Bruni C. F”.