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EXCLUSIVO Leandro Lima, de Pantanal, e filha são confundidos como casal: ‘Fico constrangido’

O artista, intérprete do Levi na novela da Globo, é vocalista da banda Ala Ursa

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Dando vida ao Levi, em ‘Pantanal’, Leandro Lima é um dos galãs da novela global que dão o que falar nas redes sociais. Só que o paraibano de João Pessoa já está em clima de despedida da trama. As cenas da morte do peão estão previstas para irem ao ar nesta segunda-feira (13). Mas o personagem será inesquecível para o ator. Outra coisa impossível dele esquecer é o nascimento do seu filho caçula. Toni, fruto do relacionamento do artista com Flávia Lucini, veio ao mundo no dia 3 de junho, dentro do carro, a caminho da maternidade. 

Em entrevista exclusiva à coluna, Leandro fala sobre paternidade, o sucesso do personagem em ‘Pantanal’ e de sua carreira de cantor de axé. Ele já teve a honra de ter Cláudia Leitte abrindo o show da banda em que ele é o vocalista.

Como está sendo a repercussão do seu personagem em Pantanal? A que você credita o sucesso do Levi?

A repercussão está sendo bem maior do que eu esperava, na verdade. E o curioso é que no começo do da história do Levi, vinha muita gente falar que ele é mau-caráter e falavam: ‘você é mau’. Mas nas últimas semanas teve muita gente dizendo que gosta muito do personagem. ‘Gosto muito do teu personagem, que pena que que vai sair da trama’. Mas eu acho que o sucesso do personagem se deve primeiro ao texto do Benedito (Benedito Ruy Barbosa, dramaturgo que escreveu a versão original de Pantanal) e a construção que ele faz com o personagem porque, na verdade, a gente constrói a partir de um texto. A construção que a gente fez é a partir do que estava escrito e do empenho da equipe inteira em contar essa história. Tem muita gente boa contando a história. Então é por isso que tantos personagens têm destaque. No caso do Levi, eu acho que as pessoas amam odiar o Levi. Já teve gente até que falou que ele era a Nazaré do Pantanal.

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Vocês, do elenco, imaginavam que a novela fosse fazer tanto sucesso?

A gente já imaginava que a novela fosse fazer sucesso, porque era um remake que estava sendo muito esperado. Se falava muito em Pantanal. A gente sabia que era uma história muito bem escrita, uma história humana que interessa as pessoas, mas bater todos os recordes, ter esse apelo na internet com pessoas muito jovens que não assistiam novela, ter essa infinidade de memes e sucesso por todo lugar que a gente passa… Eu, particularmente, não esperava.

Como são os bastidores da novela? Você já passou algum perrengue durante as gravações?

Tem uma energia incrível. Apesar de, algumas vezes, a gente estar em locações que não têm tanto conforto, porque estamos no meio do Pantanal. Por mais que a produção queira fazer o máximo, às vezes, não tem condições. Calor é uma coisa que me perturba muito para concentrar, mas isso aí é normal. Eu não passei por nenhum grande perrengue. É sempre uma energia de cooperação entre todo mundo e uma energia muito leve, independente da cena que se vá gravar.

Você foi pai pela primeira vez aos 17 anos e agora aos 40. Em que mudou sua percepção sobre a paternidade?

Ser pai tão jovem você, na verdade, não tem muita percepção de nada. Eu também não tinha tanta informação, e é diferente sim. Eu, com 17 anos, estava começando a ir pra balada. Tive meio que frear isso por um tempo. Deixar de viver a vida de um adolescente para ter responsabilidades. Isso foi maravilhoso, porque me trouxe para um lugar mais centrado, no sentido de que eu tinha que corresponder às expectativas de pai, eu tinha que ser pai. Então, eu, mesmo muito jovem, fiz questão de honrar esse compromisso e, graças a Deus, deu certo. Júlia é maravilhosa e óbvio que isso tem uma grande parcela também da mãe dela, Daniela, que educou bem. Conseguimos educá-la bem. A paternidade agora, mais experiente, e no momento em que a gente tem muita informação e busca essa informação, é diferente no sentido de que eu me preocupo mais com que tipo de ser humano o Toni vai ser. Nossa vontade maior é que a gente entregue aí para o mundo um ser humaninho que vai fazer a diferença.

Seu filho Toni veio ao mundo de um jeito inusitado, nasceu no carro, à caminho da maternidade. Como foi passar por essa experiência?

Agora, passada a adrenalina do nascimento do Toni, eu vejo que foi a maior aventura da minha vida. Uma descarga de adrenalina que, na hora que eu senti e o ouvi o choro dele dentro do carro, enquanto eu dirigia, eu acho que eu nunca vou conseguir comparar com nenhuma outra sensação. Foi do jeito que tinha que ser, foi lindo, ele nasceu saudável, lindo, bonzinho demais. E veio assim. A gente brincava que ele ia estrear, ele estreou mesmo, ele fez uma estreia neste mundo mostrando que que ele veio pra marcar. Confesso que ontem a gente começou a pensar: ‘bem, nosso filho nasceu em um carro, mas em um carro confortável indo pra um hospital de referência em São Paulo’. A gente ficou pensando: ‘o tanto de crianças que nascem sem nenhum amparo, nascem no meio da rua e ninguém se espanta com isso. Ninguém nem fica sabendo de repente. Foi uma maneira inusitada que o meu filho nasceu, mas a gente tem também que pensar em crianças que nascem por aí pelo Brasil inteiro nesse lugar de fragilidade e não assistência.

Falando ainda sobre filhos, seus seguidores ficaram impressionados que você tem uma filha de 21 anos. Como é sua relação com a Giulia Lins? As pessoas já falavam isso, que foi dito nas redes sociais, que vocês parecem irmãos?

Minha relação com Giulinha é ótima. A gente conversa muito. A gente se parece. Foi até uma pergunta dela assim, quando o Toni estava na barriga, que eu achei muito bonitinho. Ela chegou, pegou na barriga da Flávia (esposa do ator) e falou: ‘papai, será que ele vai parecer com a gente’? E não dá muito pra saber se ele parece mais com a gente, se parece mais com a família da Flávia. Mas enfim, voltando à nossa relação, ela é muito próxima. A gente conversa sempre sobre tudo. Eu tento respeitá-la o máximo possível e ela a mesma coisa, porque eu acho que esse é um princípio que a gente tem que passar para os nossos filhos. E ela é uma menina linda, inteligente, muito sensível e agora está toda felizona com o Toni. Ela disse que foi o melhor presente da vida dela. E as pessoas, às vezes, pensam que a gente é irmão. Me chateia um pouco quando chego numa loja e fala que é um belo casal, que aí eu fico constrangido, meio chateado, mas é normal também que as pessoas pensem nisso. Ela é um mulherão. Mas é isso… Giulinha é uma joia.

Além de ator, você é cantor e chegou a fazer sucesso com uma banda de axé. Como foi isso?

Eu comecei a cantar profissionalmente com 16 anos. Minha banda de axé é a Ala Ursa e foi ótimo. O primeiro trabalho na minha vida. Eu passei seis anos, fiz mais de mil shows com eles. A Cláudia Leite já abriu um show nosso. Eu já toquei com todos esses grupos do axé em muitos carnavais fora de época, cumpri o trio do Asa de Águia… Foi uma carreira curta, vamos dizer assim, já que eu passei só 6 anos direto com eles. Mas foi um período de muita felicidade, muitas histórias para contar, muitas experiências de vida. Eu sou muito orgulhoso desse período. E continuo na banda. A gente faz um show por ano. De um tempo para cá, a gente vai lá e faz um show, porque tem um público muito grande lá em João Pessoa. E é sempre uma confraternização de amigos. Tem essa energia. Então é uma coisa que, se depender de mim, a gente vai continuar fazendo sempre.

Você ainda canta profissionalmente? Como faz para conciliar as duas carreiras?

A história da música e de cantar, eu tive que escolher.  Eu tive que escolher nesse momento focar muito na minha carreira de ator e acabei até deixando um pouco de lado a carreira de cantor e músico, mas eu pretendo retomar assim que puder, porque eu estou até com uma gravação em andamento. Mas é uma coisa que eu não cobro tanto. Nesse momento está em segundo plano, mas sem dúvida é uma das coisas que mais me dá prazer na vida: estar dentro de um estúdio e em cima do palco.