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EXCLUSIVO Li Martins perde o bebê: ‘Tento aceitar o que não posso mudar’

Li Martins resolveu falar sobre o assunto para confortar outras mulheres

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Li Martins esteve grávida. A coluna descobriu que ela esperava um bebê logo nas primeiras semanas. Esta colunista entrou em contato com a cantora, que confirmou a gestação, mas pediu sigilo até que o bebê completasse três meses. Li tinha medo de um aborto espontâneo. Na semana passada, ela me chamou para dar a notícia que ninguém queria: Li havia perdido a criança. Esta colunista, mãe de uma linda menina de 15 anos, tentou consolar a cantora, rezou… Mais uma vez, Li pediu sigilo e avisou que ela anunciaria o que aconteceu com ela para servir de conforto para outras mulheres. É o que essa grande mulher faz agora.

“Os últimos dias não tem sido fáceis! Há dias que acordo bem, outros não tenho vontade de sair da cama. Nenhuma dor que eu já tenha sentido na vida se compara ao que sinto hoje, e talvez sentirei para sempre! Foram mais de 30 dias guardando isso comigo, sem saber se devia ou não dividir essa dor com vocês, mas penso nas mulheres que estão passando por isso, e quem sabe contando um pouco da minha experiência eu possa ajudar outras mulheres a sentir que não estão sozinhas nesse luto!”, justificou ela.

E continuou: “Dia 10/11/21 já seria a 2ª ultrassonografia. Na primeira, o tamanho sugeria 6 semanas, mas nessa o bebê estava menor que na última, como se tivesse regredido para o tamanho de cinco semanas. Então o médico disse que não havia batimento cardíaco nem sinais vitais. Nesse momento eu paralisei! Tentei disfarçar e não demonstrar para Antonella a profunda tristeza que me dominou naquele instante: ‘Meu Deus! Meu bebê mão tem mais vida, e agora o que eu faço?’.

“O médico me explicou que eu poderia esperar o corpo expelir ou fazer a curetagem. Eu optei por esperar, mas não imaginava como seria lidar com a ideia de saber que o meu bebê ainda está aqui, mas sem vida! Acordei no dia seguinte com uma tristeza profunda: só tinha vontade de chorar. Parecia um pesadelo, mas era real! Não sabia como agir, então coloquei as mãos na minha barriga, comecei a rezar e resolvi conversar com o bebê. Pedi perdão, pois não estou pronta para me despedir, e nunca vou estar. Agradeci pelo pouco tempo que esteve conosco, pela alegria que trouxe mesmo sendo uma passagem tão rápida… Disse o quanto o amamos e para sempre vamos amar!”.

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Li confessa que ainda não superou a perda: “Choro escondida sempre que penso que não vamos nos conhecer, tento entender o que não se explica, tento aceitar o que não posso mudar, porque não tem sido fácil aceitar a sua perda. Evito pensar, pois preciso superar! Mas sei que jamais vou esquecer! Estou me permitindo viver o meu luto mas sei que preciso focar em ficar bem agora! Ler relatos de mães que passaram pelo mesmo tem me ajudado muito! Jamais compreendi o quão devastador é! Pois só quem sente na pele, sabe! Se você passou ou está passando por isso, saiba que você não está sozinha! E já te admiro pela mulher forte que você é!”.