'A criminosa é ela'

Luísa Mell se defende das críticas por invadir ‘casa abandonada’

Ativista discutiu com Margarida Bonetti e fugiu com um cão no resgate

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Depois de receber críticas de internautas por invadir a mansão onde vive Margarida Bonetti, que ficou conhecida como a ‘Mulher da Casa Abandonada’, e fugir correndo com um cão, a ativista Luisa Mell se defendeu nesta quinta-feira (21).

Através do Instagram, ela disse que o resgate já havia sido iniciado há 15 dias e que uma das cadelas retiradas do local está com um tumor muito grande.

“Há 15 dias resgatamos duas. Uma com um tumor enorme e as duas com exames de saúde muito alterados. A casa é insalubre, imunda e coloca em risco toda a saúde da comunidade em torno. Ontem uma enorme ação policial entrou na casa para averiguar a situação”, começou ela na legenda do post. 

Luísa havia entrado na casa para resgatar um suposto gato em condições insalubres que seria mantido por Margarida. Na verdade, não se tratava de um animal, mas sim de um gato de energia elétrica que a mulher que era procurada pelo FBI usava para manter sua casa com eletricidade.

“Fomos chamados pois havia denúncias que tinham gatos dentro da casa. Foi encontrada mais uma cachorra debilitada, que já está sob nossos cuidados. A vítima desta história é a mulher analfabeta que foi escravizada e maltratada por 20 anos!”, relata a influenciadora.

Para se defender, ela relembrou a história de Margarida Bonetti, que junto com seu ex marido René Bonetti foi condenada por manter uma empregada doméstica brasileira nos Estados Unidos em condições análogas. O caso ficou famoso por causa do podcast “A Mulher da Casa Abandonada”, produzido pelo jornalista Chico Felitti para a Folha de S.Paulo. 

“A criminosa é a Margarida. Não confundam as coisas. Ela nunca pagou pelo crime seríssimo que cometeu. E nem vai pagar. Inacreditavelmente. E tem gente ainda querendo transformar em vítima a vilã da história. Aqui não. Mesmo maluca, doida, desequilibrada, ela cometeu por 20 anos uma das maiores atrocidades. E na hora de fugir ela não foi maluca, né? E já falei, como no caso do anestesista, criminosos expostos. Vítimas, protegidas”, finaliza.