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Maiara e Maraisa adotam estratégia para não precisar deixar de usar nome ‘Patroas’

Gêmeas modificaram o nome, mas mantiveram o ‘Patroas’

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Após a decisão judicial que proibiu que Maiara e Maraisa de usar o nome ‘Patroas’, por conta do termo já ser marca registrada de outra cantora, as gêmeas adotaram uma estratégia para não precisar deixar perderem a essência do projeto ‘Patroas’, que contava com a participação da saudosa Marília Mendonça, que morreu no fim do ano passado, vítima de um acidente aéreo.

As sertanejas modificaram o nome de todos os produtos comercializados até então com o nome ‘Patroas’ para ‘Festa das Patroas’, incluindo o álbum das gêmeas, que foi lançado em parceria com Marília Mendonça, em 2020, e batizado com este nome.

No Twitter, Maraisa comentou sobre a mudança e fez questão que a história com Marília jamais será apagada ou perdida: “A história já está feita”, escreveu ela, utilizando um coração branco da paz.

Daisy Soares, cantora da banda ‘A Patroa’, foi quem registrou o nome, em 2013. Ela entrou com uma ação judicial pedindo indenização por concorrência desleal, uma vez que ela é o nome por trás projeto da banda de forró contemporâneo.

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Pouco tempo antes do trágico acidente que tirou a vida de Marília Mendonça, a sertaneja ja havia tido uma conversa com Daisy, na tentativa de chegar a um acordo quanto ao uso da marca Patroas. Mas devido à sua morte precoce, as negociações acabaram não avançando e as gêmeas também não deram continuidade às conversas.

A decisão que proibiu Maiara e Maraisa de usarem o nome ‘As Patroas’ diz o seguinte: “Defiro a tutela de urgência almejada, razão pela qual determino que as rés se abstenham de utilizarem, a qualquer pretexto, a marca registrada de titularidade da autora ‘A Patroa’, seja na forma singular ou plural, em quaisquer serviços, produtos comercializados, publicidades, por meio físico ou virtual”.

Em caso de descumprimento da decisão, o juiz substituto Argemiro de Azevedo Dutra estipulou uma pena com multa de R$ 100 mil por cada transgressão. No processo, Daisy alegou ter sido pega de surpresa, em 2020, ao tomar conhecimento do registro da marca ‘As Patroas’, das sertanejas, com especificações similares à sua marca.