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Pantanal

Marcos Palmeira revela pegação nos bastidores de “Pantanal” original

O ator falou também sobre alguns perrengues que os atores tinham que enfrentar na primeira versão da novela

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Marcos Palmeira é um dos quatro atores da versão original de “Pantanal”, exibida pela TV Manchete, em 1990, que fazem parte do remake da TV Globo. Neste domingo, 05, o artista, que atualmente vive José Leôncio, contou, em entrevista a Luciano Huck, no “Domingão com Huck”, como era o clima nos bastidores naquela época. 

“Nós (se referindo a produção e elenco) ficamos todos concentrados aqui (na fazenda). Não tinha equipamento de luz. Passei cinco meses direto. A novela estreou sem a gente saber que era um sucesso. Descobrimos quando descemos no aeroporto de Campo Grande. O grupo Dominó também estava descendo, e o público que estava o esperando saiu correndo atrás de Jove e Juma”, recordou o ator, que na primeira versão deu vida a Tadeu, atualmente vivido por José Loreto.

Mas o clima dos bastidores não era só repleto de perrengues. Aliás, esses nem impediam que rolasse pegação. “Não tinha água quente no início, não tinha televisão e dormia todo mundo no mesmo quarto. Tinha umas correntes que ficavam se arrastando aí de madrugada”, brincou o ator. “O gerador apagava 22h, ficava aquele silêncio, mas ficavam sempre aquelas correntes por aí”, contou o ator na entrevista. 

Além de Marcos, Enrique Diaz, Paulo Gorgulho e Almir Sater participaram das duas versões da novela. Almir, ainda, teve o privilégio de ver o seu filho, Gabriel Sater, defender Trindade na novela das 9 da Globo, personagem que foi vivido por ele no “Pantanal” da Manchete. 

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Seguindo o politicamente correto, diretor de ‘Pantanal’ veta nudez gratuita em novela

O diretor de ‘Pantanal’, Walter Carvalho, falou sobre as diferenças entre a atual e a primeira versão da novela, exibida em 1990, e destacou as mudanças a partir do politicamente correto. Segundo ele, não há mais espaço para ignorar as questões de de sexualidade, gênero, etnia, crença nas produções artísticas. Walter destacou ainda o motivo da “falta de nudez” na trama.

“Vivemos em uma era na qual ser politicamente incorreto se tornou inadmissível. Qualquer produção artística, portanto, deve respeitar questões de sexualidade, gênero, etnia, crença. Do contrário, fracassa. Essa é uma diferença essencial para as produções de antigamente”, falou Walter Carvalho em entrevista para a ‘Veja’.

Questionado sobre como o politicamente correto se reflete no ‘Pantanal’ de hoje, o diretor respondeu: “Não tem como fazer dramaturgia sem beijo, amor, paixão, sexo. Mas a nudez na versão de 1990 era tratada de outra forma. Em nossa trama, nenhum personagem fica sem roupa gratuitamente, como um objeto. A nudez que vale agora é a poética, aquela que faz sentido para a história”.