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polêmica

Mário Frias insinua que Paulo Gustavo não morreu de Covid-19

O secretário especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro afirma ter conversado com uma amiga do ator

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

O ator Mário Frias, que atualmente exerce a função de secretário especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro, insinuou que a morte do humorista Paulo Gustavo não foi em decorrência da Covid-19. A declaração aconteceu na noite da última segundaa-feira (14), durante uma live transmitida no canal do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Mário Frias garantiu ter ouvido a informação de uma amiga de Paulo Gustavo, durante um telefonema pouco antes de o ator morrer, em 4 de maio do ano passado, no Hospital Copa Star, no Rio, aos 42 anos. De acordo com o último boletim médico divulgado, a causa da morte foi Covid-19 e suas complicações.

“Falei com essa amiga mais de uma hora no telefone, foi um telefonema bem emocionado, a gente estava ali consternado com a situação do Paulo e tal. E lá pelas tantas do telefonema, ela já chorando, falou: olha, o problema do Paulo já não é Covid há muito tempo. Veja bem o que eu estou falando: o problema do Paulo ja não é Covid já muito tempo. Então, nesse telefonema que eu nunca abri para a imprensa, nunca abri para ninguém, ela disse com todas as letras que o caso, pouco antes do falecimento dele, que já nao era Covid”, disse Mário.

Segundo o secretário, a amiga, que não teve o nome divulgado, afirmou que a situação do ator era gravíssima: “Então ela me contou que ele estava num processo já muito debilitado, ele estava respirando por aparelhos, naquela máquina que faz quase uma hemodiálise, que fica passsando o sangue pelo organismo. A situação dele era muito grave. Palavras dela: já não é Covid há muito tempo”.

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A live, que contou com a presença de André Porciúncula, encarregado da Lei Rouanet, debateu o projeto da lei Paulo Gustavo, que libera cerca de R$ 3,8 bilhões para a área cultural para amenizar as perdas do setor durante a pandemia. O projeto foi aprovado no Senado no ano passado e será votado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (15). As informações são do ‘O Globo’.