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EXCLUSIVO Matheus e Kauan processam construtora e pedem R$ 1,7 milhão de indenização

Uma empresa rescindiu o contrato com a dupla e foi acionada na Justiça

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Uma construtora decidiu contratar os cantores Matheus e Kauan para uma publicidade e, no contrato, previa que eles precisariam postar a cada 90 dias em suas redes sociais, pelo prazo de 36 meses, uma quantidade de 24 postagens para impulsionar a marca da empresa. Em troca, os famosos receberiam alguns imóveis da construtora. De acordo com o processo movido pelos artistas contra a empresa, os irmãos alegam que, ao rescindir o contrato firmado, teriam direito a receber uma indenização no valor de R$ 1,7 milhão.

Por outro lado, a empresa, que precisou se defender no processo, sustentou que houve situações que a relação de confiança entre eles havia acabado, estando no direito de romper por justa causa, e encerrar o “contrato de permuta e patrocínio de uso de nome e imagem”.

Quebra de confiança

À Justiça, a construtora afirma que Kauan teria realizado paralelamente um outro negócio. Ele comprou um Mercedes Benz da construtora, no valor de R$ 250 mil, e pagou com cinco cheques em nome de terceiros, que não tinham fundos. O caso foi parar na delegacia.

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Somente após um boletim de ocorrência, a dívida teria sido acertada pelo sertanejo, mas aí já não havia mais relação de confiança entre eles. A dupla não chegou a dar início às postagens do contrato firmado. “É certo que os autores não chegaram a alegar a realização de qualquer ato preparatório que poderia dar ensejo a indenização material, ou sequer justificaram a perda de outros negócios”, diz um trecho da sentença que julgou improcedente o pedido deles.

Os donos do hit ‘Vou ter que superar’ [que conta com a participação de Marília Mendonça] saíram derrotados. “Considerando o tipo de serviço a ser prestado e havendo a quebra de confiança, plenamente justificável o fim da relação contratual sem atribuição de culpa ao requerido”, afirmou a juíza Daniela Dejuste de Paula, da 30ª Vara Cível de São Paulo.

Eles foram condenados a pagar 10% de honorários advocatícios, ou seja, cerca de R$ 170 mil. Os sertanejos já recorreram da sentença, pagando R$ 68 mil de custas para a interposição do recurso de apelação, que ainda não foi julgado. Com isso, a empresa, que antes desejava a dupla para fazer campanha de seu empreendimento, agora, está sendo processada pelos artistas.

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