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MC Maneirinho relembra constrangimento ao ser intimado por apologia ao crime em música

O funkeiro falou sobre o caso durante uma entrevista ao podcast ‘Bulldog Sh

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

MC Maneirinho participou do podcast ‘Bulldog Show’, apresentado por Tuka Carvalho e Vivy Tenório, na noite desta terça-feira (24). Durante a entrevista, o funkeiro, famoso por hits como ‘Chefe é Chefe’ e ‘Tudo Normal’, relembrou o episódio em que foi intimado a comparecer na Delegacia de Combate às Drogas no Rio, em 2020, para prestar depoimento sobre uma suposta apologia ao crime em uma de suas músicas.

“Se for pra ser intimado, tem que intimar todo mundo: o [cineasta] José Padilha, o Wagner Moura [por Tropa de Elite], o Cauã Reymond, que interpretou um traficante do [Complexo] Alemão, o Caio Castro que fez aquela novela [I Love Paraisópolis]”, começando falando MC Maneirinho.

O cantor completou: “Eu fui intimado por apologia ao crime por causa de uma música com o Cabelinho. Um deputado, que não vou citar o nome, que mandou intimar a gente e foi uma parada que passamos por um constrangimento. Mas graças a Deus, Anitta apoiou a gente, toda galera do trap e do funk também”.

Maneirinho ainda esclareceu que relata em suas músicas, o que novelas e filmes também fazem. “As coisas são interpretações. Por que as pessoas que não viveram o que eu vivi, não passaram pelas coisas que passei, não viram aquilo tão de perto como eu, podem fazer e interpretar e eu na hora de interpretar sou tirado como bandido, como uma pessoa que faz apologia ao crime? Eu relato o que as novelas relataram, o que o José Padilha relatou em Tropa de Elite, o que relataram em Cidade de Deus, Cidade dos Homens“, falou.

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O funkeiro também completou: “Eu não canto só música do crime, eu canto putaria, música de amor. Não quero que só eu e meus amigos do trap, do funk tenham esse limite. O trap começou a desafiar o medo de cantar proibidão, de colocar palavrão, de falar de drogas, sexo e amor. O trap foi ousado e a juventude abraçou”.

O caso contra MC Maneirinho teve origem em uma notícia-crime registrada pelo deputado Rodrigo Amorim, do PSL, sobre a letra da música ‘Migué’. O cantor MC Cabelinho também era suspeito na investigação. No entanto, em 2021, a juíza do caso, Maria Tereza Donatti, atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e arquivou o processo.

Na época, além da poderosa Anitta, MC Maneirinho também recebeu o apoio de MC Rebecca, PK e Johnatan Costa.