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caso de polícia

Mulher filmada fazendo sexo em show de Henrique e Juliano diz ter sido estuprada

As imagens da cabeleireira viralizaram nas redes sociais, após o show da dupla que aconteceu no último dia 5, em Goiânia

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

No último dia 5, a dupla Henrique e Juliano realizou um show no estádio Serra Dourada, em Goiânia, que teve diversas cenas viralizadas nas redes sociais. Entre elas, a de um casal fazendo sexo no local. Acontece que, a mulher que aparece nas imagens, a cabeleireira Géssica Gomes dos Santos, de 31 anos, denunciou que, na verdade, foi vítima de estupro durante o evento.

Em uma entrevista ao portal ‘G1’, a mulher contou que não se lembra de nada do que aconteceu e descobriu que havia sido abusada após receber o vídeo no dia seguinte ao evento, enviado por uma pessoa no intuito de avisá-la. “Eu lembro de estar bebendo cerveja, depois de uma luz no meu rosto e de falar ‘apaga a luz’, mas não tinha noção do que estava acontecendo, muito menos de que tinha alguém filmando. […] Minha vida não é mais a mesma depois dessa exposição toda. Eu quero expor a minha versão”, falou ela.

A cabeleireira falou ainda que o vídeo foi repassado junto a um relato de que ela e o marido ganhariam uma garrafa de uísque em troca de sexo. No entanto, ela afirma que essa versão é falsa. Segundo Géssica, nem ela e nem o marido se lembram do que aconteceu, suspeitando que tenham sido dopados. “Eu jamais faria uma coisa dessas, nem uísque eu bebo. Meu marido também nunca deixaria isso acontecer. Quem filmou e enviou o vídeo também divulgou meus perfis nas redes sociais e meu número”, contou ela ao ‘G1’.

Mãe de duas meninas, uma de 7 anos e outra de 15, Géssica revelou ainda que a família inteira foi afetada pela divulgação das imagens. Além disso, ela contou que anda recebendo mensagens de pessoas julgando, criticando e chegou a perder clientes no salão de beleza onde trabalha. Algumas pessoas começaram a ir no local para fazer piada com a situação e, com isso, ela não está conseguindo ir trabalhar.

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Ainda na entrevista ao portal, a cabeleireira disse que foi ao 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia, cidade onde mora, prestar queixa mas não foi bem atendida. Ela contou que registrou um boletim de ocorrência, mas que foi orientada a ir à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia.

“O homem que me recebeu disse que não valia a pena registrar, que logo as pessoas iam esquecer, que eu ia acabar me expondo mais, então voltei para casa. Mas a situação só piorava, cada dia mais gente publicava esse vídeo, então [na segunda-feira, dia 13 de junho] fui à Delegacia da Mulher”, contou ela. “Fiquei horas lá esperando para ser atendida, até que me falaram que a delegada que ia me ouvir teve que ir embora, pegaram meu telefone, falaram que iam me ligar, mas não recebi retorno deles”, explicou.

Ao portal ‘G1’, Géssica disse que não aguenta mais. “Ninguém veio me perguntar se era verdade o que estavam dizendo sobre mim. Todo mundo me julgando, não aguento mais essas piadinhas, está afetando demais a mim, minha família, meu serviço”, desabafou. “Espero que seja feita justiça, que esse povo que está me difamando pague“, completou.

Ao ‘G1’, a assessoria da dupla Henrique e Juliano disse que não tem conhecimento sobre o caso. A assessoria do Infinito Particular, que realizou o evento, informou que vai esperar a investigação da Polícia Civil ser concluída para se posicionar.