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Naldo concorda com afirmação de Kamilla Fialho de que sem ele não existiria Anitta

'Eu fiz o funk virar uma indústria, industrializei o gênero', afirma o cantor

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Aos 43 anos, Naldo Benny voltou a ser o assunto do momento, após uma recente declaração do cantor, que envolve o nome de Anitta. Em entrevista, Naldo concordou com sua ex-empresária, Kamilla Fialho, sobre Anitta ter ganhado espaço no mercado graças a ele. Kamilla foi responsável por fazer a carreira de Naldo e Anitta decolar no início das carreiras de ambos.

“A Kamilla está muito certa quando coloca assim: ‘sem o Naldo, não existiria Anitta’. Eu fui o cara que virei o funk para o funk pop. Eu fiz o funk virar uma indústria, industrializei o gênero”, disse o cantor no ‘BarbaCast’, apresentado por Rafael Cotta.

Ele ainda comparou as principais estratégias de Anitta para ingressar no mercado musical internacional com as ideias de que tinha no passado e expôs publicamente. “Em 2008, eu dava entrevistas dizendo: ‘vou ter uma casa em Miami, vou fazer uma carreira internacional, começando em Miami, para o público latino [que reside por lá]. A Anitta seguiu isso”, comparou.

Ellen Cardoso, a Moranguinho, mulher do Naldo, ainda completou a fala do marido. “Ele mostrou para a galera que veio depois dele que isso era possível. Não se via um artista funk dizendo que queria levar o funk para o mundo, que ia fazer parceria com um artista internacional. Ele acreditou numa coisa que a galera do funk não achava que seria possível”, explicou.

As declarações de Naldo vieram após a recente entrevista de Kamilla Fialho ao podcast ‘Inteligência Limitada’, de Rogério Vilela. Na ocasião, a empresária comentou sobre a importância de Naldo para a internacionalização do funk.

“Naldo sempre teve uma cabeça voltada ao Pop. Ele é um anfitrião, foi ele quem virou a chave. Se ele não tivesse surgido, talvez a Anitta não viesse no mesmo embalo. Não existiam meninas ou meninos no funk com o balé no palco, esse tipo de coisa”, afirmou ela.

Fialho ainda completou ressaltando o preconceito que Naldo sofreu por transformar o funk num gênero mais pop: “Esquecem que ele plantou tudo isso. Naldo é um puta músico e veio trazendo o componente da dança. Ainda tinha muito preconceito com quem chegava com os dançarinos para o show”, lembrou.