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EXCLUSIVO Presidente do SATED rebate afirmação sobre atuação de Jade Picon ser amparada por lei

Presidente do SATERDRJ voltou a afirmar a necessidade do registro para atuar

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

A notícia de que Jade Picon estará no elenco de ‘Travessia’, próxima novela das 21h na Rede Globo, dividiu opiniões nas redes sociais. Alguns atores não curtiram a ideia de ter uma digital influencer atuando na TV. Na última quinta-feira (12), o ator de teatro, Ivam Cabral publicou uma série de tuítes a favor da ex-BBB. O presidente do Sindicato de Artistas do Rio de Janeiro (SATEDRJ), Hugo Gross rebateu a declaração de Ivam.

”Ninguém me perguntou, mas vou opinar sobre Jade Picon. Pela Lei nº 6.533, de 24 de maio de 1978, q instituiu o exercício das profissões de Artistas e de Técnico em Espetáculos de Diversões, ela está apta a exercer seu ofício de atriz, SIM”, iniciou o ator e diretor em uma série de postagens sobre o assunto no Twitter.

Ivam ainda afirmou que o SATEDRJ deve conceder à influenciadora o direito de atuar: ”Desta maneira, Jade que trabalha em publicidade desde bebê, está amparada pela Lei e pode, tranquilamente, exercer o direito da profissão de atriz. E, queira ou não, o SATED RJ tem que conceder o direito da garota pedir o seu registro profissional sem ter frequentado alguma escola”.

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Hugo Gross, presidente do Sindicato de Artistas do Rio de Janeiro (SATEDRJ) falou com a coluna, mais uma vez, sobre o assunto e rebateu os comentários de Ivam: ”Fico muito chateado com o fato do Ivam analisar dessa maneira uma classe, que está passando por muitas dificuldades, dentro de um país onde a cultura sofre com vetos em projetos a vários projetos, como as leis Audir Blanc e lei Paulo Gustavo”, disse ele.

”Dizer que, porque A ou B tem muitos seguidores e curtidas, as emissora de televisão podem contratar essas pessoas sem experiência nenhuma, é totalmente errado. Precisa ter o registro para poder trabalhar sim”, reafirmou Hugo.

”Até aos 14 anos não precisa, mas depois precisa dar uma continuidade e ter comprovação de que fez trabalhos artísticos, não como modelo e manequim, até porque são profissões e sindicatos diferentes”, completou ele.

”Tem que ter respeito ao Carlos Vereza, ao Lima Duarte, Otton Bastos, Marília Pêra, Fernanda Montenegro, tem que ter respeito com essas pessoas que batalharam pela profissão. Muitos atores lutam por um salário de mais R$100 mil, que esses influenciadores digitais têm, e não conseguem”, continuou.

Ao concluir, Hugo deixou claro que não tem nada contra Jade Picon, porém, precisa prezar pelo o que é certo: ”A instituição de um âmbito geral não tem nada contra Jade Picon, eu, particularmente, não tenho nada contra ela. Estou aqui para proteger uma categoria, quem trabalha na arte e batalha para conseguir um papel. Nós temos diversos atores e atrizes precisando trabalhar. Ela não tem culpa, quem tem culpa são as empresam que contratam”, concluiu o também ator.

Esta semana, Hugo já havia falado sobre o assunto

Na última terça-feira (10), esta colunista contou detalhes do que andou rolando nos bastidores da escalação de Jade Picon para a novela ‘Travessia’. Ao todo, a ex-BBB passou por quatro testes e foi extremamente elogiada em todos. O comentário que rola nos corredores dos Estúdios Globo é que a influenciadora digital possui, de fato, um grande talento para atuar.

Mas a escalação da ex-BBB acabou entrando na mira do Sindicato dos Artistas do Rio. Ocorre que, como ela não tem registro profissional para atuar, o SATED vai tentar barrar a participação dela na trama, caso a Globo não siga os trâmites necessários para a presença dela no elenco do folhetim. “Não acho justo ela tomar um espaço em qualquer emissora de televisão e a gente vai tomar as medidas cabíveis para que isso não aconteça. E a categoria vai nos apoiar”, disse o presidente do SATED, Hugo Gross, na ocasião, para esta coluna.