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EXCLUSIVO Rafinha Bastos e Cauê Moura são procurados pela Justiça

Oficiais de Justiça tentam encontrar os youtubers para citá-los em ação penal

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

A briga judicial entre os youtubers Rafinha Bastos, PC Siqueira e Cauê Moura contra o empresário Ramiro Sanches, sócio do Clube do Valor Empreendimentos Digitais, acaba de ganhar um novo capítulo. Após um bom tempo com os trâmites processuais parados, os autores da ação entraram com um novo pedido, no último dia 5, para dar continuidade ao processo, pois não possuem interesse em audiência de conciliação.

Os influenciadores foram alvos de uma queixa-crime movida por Ramiro Sanches. Ele, que é empresário e comercializa cursos de investimentos financeiros, se sentiu difamado ao ser chamado de golpista pelos pelos três youtubers. Em sua acusação, ele cita vídeos difamatórios com milhares de visualizações, veiculados no canal que os três youtubers administram juntos, o ‘Ilha dos Barbados’. Entre outros exemplos, foi citado um vídeo dos influencers intitulado ‘Como não cair em golpes’. Nele, os três afirmam que “quem compra um curso de R$ 1,5 mil dado por um banana são trouxas e otários”.

Até o presente momento, PC Siqueira foi o único a ter sido regularmente intimado e citado no processo. Em relação a Cauê Moura e Rafael Bastos, até agora foram realizadas inúmeras tentativas em vão de intimação. No caso de Rafinha, inclusive, foi solicitada a expedição de um ofício à Embaixada dos Estados Unidos da América, no Brasil, requisitando informações sobre o seu endereço, em razão de uma notícia informando que o mesmo estava morando fora do Brasil. Mas o Ministério das Relações Exteriores respondeu ao ofício informando que Rafinha não possuía endereço no exterior.

Uma nova tentativa de intimação foi feita em outro endereço, no qual constou que o apresentador residia no local, mas não se encontrava presente. Houve ainda a tentativa de diligência no mesmo endereço, mas o oficial foi informado pelo porteiro de que Rafinha Bastos estava nos EUA.

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Diante do entendimento de que foram realizadas todas as diligências possíveis para encontrar Rafinha e Cauê, tendo sido todas frustradas, os autores do processo pediram a expedição das cartas de citação por Edital (modalidade mais rígida e de última instância para citação) de ambos. Vale lembrar que processo não caminha enquanto todos os envolvidos não são encontrados para serem citados.

Nesta ação penal, os youtubers podem ser condenados com penas que vão de 3 meses a 1 ano de prisão. Mas como ainda são réus primários, poderão ser beneficiados com o regime aberto e pagamento de multa. Ramiro Sanches juntou aos autos, além do vídeo de 2019, um novo vídeo como prova, publicado por Rafinha Bastos recentemente, sob argumento de que estas novas imagens reforçam o dolo em difamá-lo.

Rafinha Bastos, PC Siqueira e Cauê Moura eram sócios no canal ‘Ilha dos Barbados’, que chegou ao fim após as denúncias de pedofilia contra PC Siqueira. Nando Moura, por sua vez, já era um rival do canal dos três humoristas.