Fechar

EXCLUSIVO Rainha de bateria da Ilha já teve problema com a polícia

‘Infelizmente, às vezes estamos no lugar errado e na hora errada’, disse Juliana com exclusividade à coluna

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Juliana Merhy de Souza, a pivô da queda de Gracyanne Barbosa, é a mais nova rainha de bateria da União da Ilha. Isso todo mundo já sabe. Mas a coluna descobriu que, há 12 anos, ela, e outras pessoas de seu círculo familiar foram acusadas pelo Ministério Público de supostamente pertencerem a uma quadrilha que clonava cartões de créditos.

A coluna procurou Juliana para falar sobre o assunto. A nova rainha respondeu, com exclusividade: “Esta página já foi virada na minha vida. Minha inocência já foi provada na Justiça. Infelizmente, às vezes estamos no lugar errado e na hora errada. Coloco um ponto final neste assunto. O que desejo agora é falar de coisas boas”.

Na época, foram expedidos mandados de prisão pela 33ª Vara Criminal do Rio, e os familiares da moça teriam sido detidos na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, suspeitos de serem “clonadores”. Juliana, que tinha apenas 21 anos, teria ficado dois dias detida na delegacia da Ilha do Governador.

Agentes da polícia teriam encontrado informações importantes daquilo que consideravam provas de crime, como cartões clonados, celulares, joias, notebooks, e até dinheiro em espécie.

Continua após a publicidade

Mas, de acordo com a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que julgou um habeas corpus no ano de 2009 especificamente em relação ao crime de formação de quadrilha, as condutas dos acusados naquela operação que desencadeou na denúncia apresentada pelo Ministério Público, tipificada no artigo 288 do Código Penal, que recaía sobre a rainha de bateria, decidiu pela inépcia da denúncia em questão. Ou seja: para os desembargadores, era caso de se determinar a extinção do processo, por estar diante de uma acusação “sem qualquer circunstância de fato caracterizadora dos crimes”, e a moça se beneficiou.

A 5ª Câmara considerou que as afirmações da denúncia com base em trechos transcritos eram vagas, genéricas e imprecisas. “O Ministério Público poderá denunciar corretamente as pessoas sobre as quais haja indicação de infração penal”, concluiram os desembargadores.

O Ministério Público havia se manifestado no sentido de negar o habeas corpus.

Você usa TELEGRAM? Então entre no nosso canal e receba nossas notícias no seu celular.
Basta clicar aqui -> https://t.me/portalemoff