BRASIL URGENTE

Revoltado, Datena fala ao vivo sobre condenação na justiça

Apresentador não aceitou a decisão de um processo movido contra ele e a Band

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

José Luiz Datena afirmou durante o “Brasil Urgente” desta segunda-feira (25) que não aceita a decisão judicial que o condenou, junto à Band, por comentar sobre o caso de um homem que atirou no pescoço de outro motorista em uma briga de trânsito, em 2021.


O apresentador e a emissora terão que pagar uma indenização de R$ 10 mil ao motorista que fez o disparo e alega que agiu por legítima defesa. O incidente matou o auxiliar de estoque Ricardo Soares.


Na ocasião, o jornalista chamou o autor dos disparos de “canalha”, “safado” e “assassino”. Revoltado com a condenação, o apresentador destacou que não se arrepende das palavras usadas para comentar o caso.


“Eu já cansei de ficar pagando por essas decisões e calar minha boca. Isso aí não tem cabimento, não tem lógica. Uma coisa como essa não tem absolutamente lógica. Eu tenho direito total, cadê o direito de liberdade de expressão, de achar que uma pessoa que atira no pescoço de alguém que está desarmado? Ele tava com a mulher e o filho do lado, o sujeito foi executado com um tiro no pescoço na frente da mulher e eu que sou culpado por ter usado um palavreado muito pesado”, enfatizou.

Datena ainda questionou a alegação do motorista. “E o cara é capaz de sair livre, leve e solto da acusação de homicídio com legítima defesa, que legítima defesa?”, frisou.

Ele continua sua defesa, dizendo que nem toda decisão judicial é justa: “Não é possível que o linguajar que eu tenho, eu chamei o sujeito de canalha. O que que é o cara que atira no pescoço [do outro] com a esposa do rapaz com o bebê no colo correndo o risco dos três serem atingidos?”.

O comunicador disse que não ficará calado diante da situação. Acho que decisão judicial você tem que cumprir, mas eu não sou obrigado a concordar com isso”, pontuou.

Ele afirma que vai apresentar um recurso na Justiça, caso a emissora não tenha providenciado. “Espero que a Band já tenha recorrido, senão eu mesmo vou arrumar advogado e recorrer. Acho isso um absurdo, o cara pega o revólver e atira no pescoço do cara na frente da mulher e do bebê e eu que tenho que pagar por isso? Já cansei de ficar pagando por essas decisões e calar a minha boca, isso não tem cabimento”, disse.