PRIMEIRO NAMORADO

Romário fala sobre namoro da filha caçula, Ivy: ‘Não pensava que essa notícia viria tão cedo’

Durante entrevista ao "Barba Podcast", o senador também opinou sobre ex-jogadores na televisão

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Romário abriu o coração e falou sobre o primeiro namoro da filha caçula, Ivy, de 17 anos. A moça está namorando o estudante de Psicologia Caio Freitas, de 19, que ela conheceu na Expedição 21, evento que reuniu 21 jovens com Síndrome de Down. Em entrevista ao ‘Barba Podcast’, o senador disse que demorou para assimilar a notícia. 

“Eu amo os 6 do mesmo tamanho. Mas a Ivy tem uma coisa diferente, como tem diferente para os 5 irmãos. Quando veio a notícia que ela tava namorando foi foda. As pernas tremeram, o coração disparou um pouquinho. Mas a gente não pode criar filhos para a gente”, disse. 

O ex-jogador ressaltou que não esperava que a jovem fosse namorar tão cedo, no entanto, ela é livre para fazer o que quiser da vida. “Ela está com 17 anos. Eu não pensava que essa notícia viria tão cedo. O que eu mais quero que aconteça na vida dos meus filhos é que eles sejam felizes. Eles têm essa liberdade de escolha. A Ivy tem síndrome de Down, e eu entrei na política por causa dela. A Ivy tem autonomia para escolher o que ela quer ser, o que vai fazer. E fico muito feliz em vê-la feliz. A notícia chegou, na minha opinião, cedo demais. Foi meio estranho. Mas a gente tá assimilando”, pondera.

Romário continua: “Eu a vejo muito amarradona. O Caio, que também tem Síndrome de Down, é muito educado, carinhoso e cavalheiro. Ele veio aqui recentemente quando eu fiz uma festa junina. A família toda, meus amigos, as amigas da mãe, as da Ivy também conheceram. O primeiro teste ele passou”.

Ele também falou sobre o seu trabalho em prol de pessoas com deficiência e doenças raras. “Esses meus últimos 12 anos, dentro da política, é um compromisso que eu tenho com esse segmento. Eu entrei para defender essas pessoas, para ser a voz delas. A partir de 2015, depois da Lei Brasileira de Inclusão, em que eu fui o relator, houve uma mudança radical positiva, em relação a pessoas com deficiência e doenças raras”, declarou.. 

Ao citar a autonomia da filha, ele falou sobre a bandeira que carrega. O político diz que luta para que as pessoas com deficiência tenham mais liberdade. 

“A Ivy pode ser e vai ser o que ela quiser e serve para todos. Essas pessoas têm o direito, primeiramente, de ser independentes . Essa inclusão na nossa sociedade de pessoas com deficiência tem um significado absurdo”, pontua. 

O senador também diz que, por mais que as pessoas não entendam ou não acreditem, todo mundo pode aprender muito com uma pessoa com deficiência. “É uma coisa absurda, anormal. A Ivy tem 17 anos. Eu não convivo com ela no dia a dia porque ela mora com a mãe. Eu posso te afirmar que toda semana, eu vejo a Ivy, no mínimo duas vezes. Eu estou sempre aprendendo coisas importantes e interessantes”, complementou. 

Romário também falou sobre os ex-jogadores que viraram comentaristas de futebol na televisão. Ele reclamou que alguns dos ex-boleiros passam do ponto ao opinarem sobre a vida pessoal dos jogadores.

“Nós temos grandes ex-jogadores que viraram comentaristas e, na minha opinião, fazem jus ao salário que ganham, comentam aquilo que realmente veem e outros comentaristas querem passar um pouco do nível. Quando você comenta o jogo de futebol, vendo o que tá acontecendo, você tem que comentar o que o cara faz dentro de um jogo de futebol. Não o que ele fala, se ele foi pra festa, quando ele é Bolsonaro, se ele vai pra igreja ou bebe. Isso é outra coisa, você pode comentar isso em um programa, uma mesa redonda, mas em uma discussão que esse assunto apareça. No jogo não existe”, destacou.

Ao citar ex-atletas específicos, Romário alfinetou Walter Casagrande. “Pedrinho é bom comentarista, Roger também. O Casagrande, algumas coisas que eu falei servem pro Casagrande, mas se ele focasse só em comentar o futebol teria muito mais êxito. Essa é a realidade”, disse.

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