NOVELA DA MANCHETE

Rosamaria Murtinho recorda Pantanal original: ‘Foto de milhões’

A atriz fez parte da primeira versão exibida em 1990, na TV Manchete

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Nesta quarta-feira (7), Rosamaria Murtinho, que viveu a Zuleica da primeira exibição de “Pantanal”, na TV Manchete, compartilhou no Instagram, uma foto sua ao lado de alguns atores da versão original.

Na imagem estão, entre outros artistas, Luciane Ademi, Tarcício Filho, Ernesto Piccolo e Angelo Antonio. “Bastidores de Pantantal”, escreveu a atriz.  “Saudades”, comentou uma seguidora. “Foto de milhões”, escreveu mais uma, junto com emojis de coração. “O tempo passa, esses atores estão todos coroas”, comentou um. 

Atualmente, Zuleica é interpretada pela atriz Aline Borges. A segunda esposa do coronel Tenório, que vivia em São Paulo, teve três filhos com ele: Marcelo, Renato e Roberto. Após ser descoberta por Maria Bruaca, ela se muda para o Pantanal.

Seguindo o politicamente correto, diretor de ‘Pantanal’ veta nudez gratuita em novela

O diretor de ‘Pantanal’, Walter Carvalho, falou sobre as diferenças entre a atual e a primeira versão da novela, exibida em 1990, e destacou as mudanças a partir do politicamente correto. Segundo ele, não há mais espaço para ignorar as questões de de sexualidade, gênero, etnia, crença nas produções artísticas. Walter destacou ainda o motivo da “falta de nudez” na trama.

“Vivemos em uma era na qual ser politicamente incorreto se tornou inadmissível. Qualquer produção artística, portanto, deve respeitar questões de sexualidade, gênero, etnia, crença. Do contrário, fracassa. Essa é uma diferença essencial para as produções de antigamente”, falou Walter Carvalho em entrevista para a ‘Veja’.

Questionado sobre como o politicamente correto se reflete no ‘Pantanal’ de hoje, o diretor respondeu: “Não tem como fazer dramaturgia sem beijo, amor, paixão, sexo. Mas a nudez na versão de 1990 era tratada de outra forma. Em nossa trama, nenhum personagem fica sem roupa gratuitamente, como um objeto. A nudez que vale agora é a poética, aquela que faz sentido para a história”.

Ainda na entrevista para a ‘Veja’, ele atribuiu o sucesso de ‘Pantanal’ aos personagens realistas. “Um dos ingredientes que atrai público de todas as idades e classes sociais, a meu ver, é que colocamos na tela personagens realistas, nem 100% bonzinhos, nem 100% maus, como na vida. Outro ponto alto é o ritmo da trama, mais lento do que o usual”, disse ele, que completou: “Pantanal traz justamente um contraponto à pressa do mundo digital, que só nos acelera. A trama obedece ao tempo da natureza e dá às pessoas a brecha de que necessitam para contemplar, refletir sobre o que estão vendo”.

Walter Carvalho ainda disse que não acredita que a ‘novela’ seja um gênero em extinção. “Não vejo assim. É verdade que a audiência das novelas diminuiu no Brasil e no mundo todo, mas as pessoas ainda consomem dramaturgia, mesmo que de forma distinta da do passado. O novo público prefere assistir hoje em dia ao streaming, uns maratonando, outros aos poucos. As plataformas acabam até ajudando. Tenho uma visão otimista sobre elas.

Questionado se a troca da TV tradicional pelo streaming está nos planos do diretor, Walter foi direto na resposta: “Não. Adoro a linguagem da teledramaturgia, da televisão, e quero seguir sendo parte disso”, finalizou.