ExclusivoSimaria tem prejuízos e pede indenização na Justiça

Cantora teve problemas com móveis que comprou para toda sua casa após reforma

Fábia Oliveira
Colunista do EM OFF

Simaria entrou na Justiça contra as empresas IZZO MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA M.E e GIOSTRO MÓVEIS E DECORAÇÕES EIRELI, ambas do ramo de móveis planejados, após firmar contrato de compra e instalações dos móveis de toda sua casa e enfrentar sérios problemas na hora da instalação. Segundo consta na petição inicial, tudo teria começado quando, em 17 de novembro de 2018, a cantora foi até a loja física e acertou uma contratação de projeto de móveis planejados para sua residência, que incluía a criação e instalação. Tudo ficou orçado em R$185 mil.

O contrato em si só acabou sendo celebrado em 22 de fevereiro de 2019. Foram contratados os serviços para móveis planejados para vários cantos da casa, desde banheiros, closets, armários da suíte até a cozinha. No contrato, as empresas se comprometeram a entregar os móveis em até 45 dias contados da assinatura do projeto executivo, com mais sete dias para o início da montagem dos móveis, em um total de 52 dias.

Os móveis foram entregues dentro do prazo estipulado no contrato, mas o prazo de instalação que havia sido acordado foi desrespeitado. Os móveis foram entregues com diversos problemas decorrentes de falhas no projeto, desalinhados, além de muito mal acabados e com produtos de baixíssima qualidade. Os problemas começaram a ser percebidos logo após o início da instalação. Conforme os móveis eram montados, os problemas iam se agravando e se tornando cada vez mais evidentes. As reclamações eram feitas no exato momento em que os defeitos eram verificados, e os funcionários da empresa prometiam que iriam solucioná-los.

Com o tempo, e vendo que as situações não eram resolvidas, Simaria passou a fazer as reclamações diretamente com os responsáveis pelas empresas, que se apresentaram como Gustavo e Tiago. Simaria chegou a pedir para que sua arquiteta realizasse um laudo de constatação de todos os defeitos de fabricação e instalação dos móveis, com base no projeto executivo desenvolvido. A arquiteta ainda apresentou um orçamento para que Simaria pudesse ter uma ideia do quanto seria gasto para fazer o conserto e refazer todo o serviço.

Na época, o valor orçado por uma empresa do ramo de móveis passava dos R$ 100 mil, sendo extremamente alto e até muito próximo do valor que Simaria já havia gasto para realização do projeto. Com isso, a cantora decidiu que não desistira de tentar efetivar os reparos com as empresas contratadas para realizar o serviço, que eram as responsáveis pelo projeto inicial. E para piorar a situação, a cantora não viu alternativa que não a de se mudar para o imóvel, mesmo com todos os móveis prejudicados e inoperantes.

Por conta própria, Simaria até realizou alguns pequenos reparos nos problemas que eram considerados maiores e mais urgentes. Lutou para que alguns dos móveis tivessem o mínimo de funcionalidade e utilidade, bem como que se tornassem seguros o bastante para seus filhos. Mesmo assim, depois de muitas promessas feitas pelos representantes legais das duas empresas, uma grande parte dos defeitos nos móveis sequer foi solucionada.

Antes de entrar com o processo, Simaria ainda foi até a fábrica das empresas e tentou uma última negociação com seus representantes, o que mais uma vez não deu certo. Ela então recorreu à Justiça, pedindo a condenação das duas empresas ao ressarcimento do valor que seria gasto com a reparação, além de ter solicitado que sejam refeitos os defeitos nos móveis, no montante de R$144 mil. Simaria também pediu uma condenação a título de danos morais no valor total de R$18,5 mil.

As duas empresas se manifestaram na ação e informaram que houve um atraso, sim, na entrega dos móveis, mas que isso não se deu por culpa delas, e sim pelo fato de que a obra de Simaria não estava pronta para a instalação dos móveis no dia em que deveria. Além disso, as alegaram que os móveis foram planejados em respeito ao projeto da arquiteta da própria Simaria, para que houvesse uma melhor harmonia entre o ambiente e a mobília que foi projetada.

As empresas então sustentam que qualquer falha no projeto seria de responsabilidade da arquiteta de Simaria, visto que o projeto dela que foi utilizado por base para a prestação dos serviços de confecção e instalação dos móveis. Além disso, foram anexados aos autos imagens para provar que os móveis estariam num excelente estado e em ótima qualidade, atendendo completamente às expectativas. As empresas afirmam ainda, que se colocaram à disposição para fazer todos os ajustes necessários de boa vontade.

Já em relação aos danos morais, alega-se que Simaria estaria tentando converter um mero aborrecimento em um acontecimento que supostamente teria afetado o seu íntimo. Na verdade, o que se alega é que não é possível atender a todos os pedidos de Simaria apenas porque ela quer a substituição de uma parte da mobília entregue, pelo simples fato de que ela começou a não gostar do projeto criado pela arquiteta que ela mesma contratou e confiou, e que ela mesma aprovou.