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PRECONCEITO

Solange Couto lembra episódio de racismo: “Por uma pessoa da mesma cor que eu”

Em entrevista para o podcast Papagaio Falante, a atriz conta que sofreu a injúria em uma agência bancária

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Em entrevista ao podcast Papagaio Falante, Solange Couto falou sobre discriminação racial e recordou quando foi vítima de racismo pela primeira vez na sua vida. Ela sofreu a injúria em uma agência bancária. 

“Eu fui vítima de racismo na primeira vez de um igual. Por uma pessoa da mesma cor que eu. É muito ruim”, desabafou a intérprete da inesquecível Dona Jura de “O Clone”. 

A artista contou que foi até a agência bancária, que ficava no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, e chegando lá, um funcionário do banco achou que ela era amante do gerente. 

“O gerente era super meu amigo. Eu levei dois meses sem ir à agência e fui lá confirmar se tinha entrado um pagamento. Cheguei, vi um paletó na cadeira, vi um negro de camisa, gravata e tal e falei. ‘Cadê o Pezino?’ O cara olhou pra minha cara, desceu até o pé, voltou e o olhou pra minha cara: Por que, tu é pega dele?”, perguntou o bancário à atriz. 

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Ela, então, disse que ficou sem entender o que o homem queria dizer e pediu para ele ser mais claro. “Eu perguntei o que era pega e ele disse que o gerente era ele. E eu falei ‘Péssimo, péssimo’. Ele ensinou com todas as letras que eu era uma comida do gerente”, recorda. 

Revoltada, Solange exigiu que o novo gerente encerrasse sua conta, que tinha 39 anos. “Eu falei: ‘querido, eu sou cliente e vou tirar minha conta dessa agência, não quero assunto com você porque minha panela de pixe tá furada”, disse.  

Filha de Solange Couto expõe traumas após se assumir bissexual: ‘sofri meses’

Morena Mariah, filha da atriz Solange Couto, resolveu fazer um desabafo em seu perfil oficial no Instagram, sobre a descoberta de sua bissexualidade. O ano era 2013 e ela tinha apenas 22 anos quando assumiu publicamente que estava namorando uma moça, após um período namorando um rapaz. Hoje, com 31 anos, Morena conta o quão traumático foi para ela ter sua sexualidade exposta na mídia.

“Essa é a cara de uma mulher bissexual. Descobri que era bi aos 18/19 anos. Na época, minha vida virou do avesso. Noticiaram nos jornais que eu era lésbica (que nunca fui) como se fosse algo compatível com ser uma criminosa”, relembra ela.